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Showing posts from 2008

Megalitos e Solstícios

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Um Solstício de Verão em Chãs, Foz Côa.A visitar aqui.
De onde também extraí este trecho:
"A minha relação com a penedia dos Tambores e Quebradas, começou muito cedo. Palmilhei as suas canadas e atalhos, muitas vezes em criança, e até descalço, quando os meus pais eram caseiros na Quinta do Muro (que fica, quase lá ao fundo da depressão, debruçada sobre a Ribeira - hoje, em ruínas), e donde eu partia, vindo lá de baixo, com a marmita pela mão, subindo as íngremes penedias para levar o almoço ao pastor da Quinta, quando ele, por estas bravias encostas, guardava o gado.

Cedo, então, aprendi, não só a conhecer pelos seus nomes, muitos destes penedos e morros, muitas das curiosas pedras que compõem esta vasta fortaleza natural, como também a reconhecer-lhes as suas singularidades. E este penedo foi, justamente, um dos enormes megálitos que me chamou atenção, mal o vi pela primeira vez: não tanto pela sua curiosa esfericidade, mas sobretudo pelo estranho círculo cavado na rocha

Vendo que …

Solstício e Natal: Jōulud.

Na Estónia, a palavra para designar o Natal é Jōulud.
O Jōulud já era festejado na Estónia antes da chegada do Cristianismo, e para os estónios antigos era uma festa que se prolongava por 17 dias, com início... no solstício de Inverno. De facto, os estónios antigos festejavam o solstício de Inverno — o nascimento do Sol.
A partir do solstício de Inverno, os dias começam a ser mais longos, e o Sol a erguer-se mais alto no céu. Durante o Jōulud cometiam-se excessos no que respeita à alimentação e eram proibidos certos tipos de trabalhos, pois era considerado um tempo de descanso no meio do longo Inverno sombrio.

in: http://www.embest.pt/por/estonia/natal

Mariana Petry Cabral

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No site do Gema: Sobre Coisas, Lugares e Pessoas, de Mariana Petry Cabral.

Solstício de Inverno

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O Inverno Velho, velho, velho.
Chegou o Inverno.
Vem de sobretudo,
Vem de cachecol,
O chão onde passa
Parece um lençol.
Esqueceu as luvas
Perto do fogão:
Quando as procurou,
Roubara-as um cão.
Com medo do frio
Encosta-se a nós:
Dai-lhe café quente
Senão perde a voz.
Velho, velho, velho.
Chegou o Inverno.

Eugénio de Andrade

Castelo do Giraldo

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Luas de Sesimbra

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Altar-mor da Igreja do Castelo de Sesimbra


pedras, astros, rios e caminhos

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Cueva Ambrósio

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Cueva Ambrosio (Varadero, Cuba)






































































Megalitismo na Foz do Amazonas

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Um novo blog no universo do megalitismo. Tropical.


E também curiosidades

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"The author is writing about the Amoricaine or Belon oyster, the flat one, the most prized and arguably best oyster in the world."

Conchas, bolotas e metáforas

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Dando continuidade aos dois posts anteriores, em tom ligeiro, vamos lá reunir mais umas metáforas (e trocadilhos).

conchas e boletas = o litoral e o interior.

As conchas chegam ao interior. Poucas, mas chegam.

Tal como a cerâmica cardial, que é escassa nos povoados do interior alentejano, mas existe.

cerâmica cardial = berbigão



E, claro, a fractura conchoidal. Associado à boleta, outro símbolo da paisagem alentejana: o cocho. Forma razoavelmente conchoidal. Bebe-se a água, nas fontes rurais do Alentejo, usando um cocho ou com as mãos em concha ou na concha da mão.
A concha da sopa. Desconheço a origem etimológica da palavra cocho. Concha? Corcho? (em espanhol, cortiça) Côncavo? Curiosamente, concoidal e côncavo não têm qualquer relação etimológica... E as cuencas hidrograficas ?
E a concha acústica ? Já agora, como funcionam acusticamente os recintos megalíticos?
Bonita concha da arqueologia amazónica. É tanga.

Concha nasal

Glandes interpretações

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Glande ou bolota
Em latim: Glans
Glande
ou cabeça, do pénis
Glande ou cabeça, do clítoris


O carácter fálico dos menires tem sido interpretado com base na suposta presença, em alguns deles (sobretudo, no Algarve, mas não só) de representações da GLANDE.
O menir do padrão (na imagem acima), sugere, de forma bastante sugestiva, uma figuração da glande.
Na verdade, as ditas "glandes" podem corresponder apenas a representações esquemáticas da cabeça, em figuras de carácter antropomórfico.

Porém, a língua portuguesa (ou inglesa)(ou francesa) reforça esta ambiguidade semântica: na linguagem corrente, a glande peniana (ou clitoriana) é igualmente designada por "cabeça".

O corpo humano é a medida de todas as coisas:

- o parafuso tem cabeça
(anedota a propósito, ou talvez não:
Diz a porca para o parafuso:
-Meu parafuso
Este responde:
- Minha porca...)

- o fósforo tem cabeça
(anedota a propósito, ou talvez não:
Diz fósforo para a caixa:
- Ai filha, cada vez que passo por ti, perco a cabeça)


-…

Ora, bolotas!!!!

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Há limites para a arqueologia interpretativa?

Bolotas e pedras
A bolota foi, indiscutivelmente, uma das bases da alimentação, na pré-história alentejana: vários autores sugeriram, aliás, que a bolota, por permitir a stockagem, constituia um recurso importante na economia neolítica (e, eventualmente, anterior); podia ser consumida ao natural, assada, cozida, ou, depois de farinada, sob a forma de pão.

Para além dos dados carpológicos disponíveis, existem mesmo algumas representações de bolotas, integráveis na categoria dos objectos do sagrado, de tipo ídolo (como, por exemplo, no vizinho povoado de Valencina de la Concepción).
Porém, o potencial simbólico da bolota tem passado despercebido à maioria dos investigadores.
Na verdade, como sabemos, a azinheira é a árvore por excelência da paisagem alentejana.
Os bosques sagrados de querci, da mitologia druídica, são, claro, um indicador da importância ritual e metafórica da bolota na pré-história do sudoeste peninsular.

A bolota como referencia…

Valencina de la Concepcion

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Os cidadãos de Valencina travaram e ganharam uma batalha contra a pressão urbanística sobre o famoso conjunto (povoado e necrópole) pré-histórico.
Exemplar...

E pur se muove

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Megaconserto na Vendée, por Gérard Bénéteau

The hidden faces of the stones

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La Pena de los Enamorados (Antequera)