Friday, December 29, 2006

Megalitismo alentejano contemporâneo 2


Arraiolos, Praça Brito e Lima.

Wednesday, December 27, 2006

Barrocal: the hidden faces of the stones





and the trees...

Barrocal: fitting the puzzle pieces together




Field walking in Barrocal is bringing novelties, details for a better understanding of the history of this major megalithic landscape.
Apart from some new roman and medieval sites, as well as some new neolithic artifact scatters,
this week I found a new monument: it is a protomegalithic tomb, some 200 m south from the menhir, close to que outcrops named as Barroca 1.
The monument, seemingly a classic horse shoe shaped chamber, without passage, is partially hidden under some allogenous stones (whitish in the images), but keeps six uprights visible and a possible entrance facing eastwards.

This kind of structures, tough very common on the North-West of Central Alentejo (50% of the total), are only vestigial in the South-East of the region, including Reguengos de Monsaraz. Some elements, however, suggest that, at least in Barrocal, they were quite well represented.
Actually, some of the "antas" recorded by the Leisner, in the Barrocal area, should eventually be classified as protomegalithic tombs and not as passage graves (antas).

The chronological sequence of protomegalithic tombs - passage graves, though still in discussion is supported, in Iberia, by the great monument of Dombate, near A Coruña, excavated and published, in the recent years.

Thursday, December 21, 2006

The invisible landscapes


As paisagens invisíveis:
ou os 2700 anos do castelo de Évora Monte

Manuel Calado


Sabíamos, já há uns anos, que, antes da vila medieval de Evoramonte tinha existido, no local, um castro proto-histórico de que dei notícia, com Leonor Rocha, num artigo publicado, em 1996, na “Cidade de Évora” sobre o “Bronze final no Alentejo Central”.
Neste artigo, fazia-se já referência à possibilidade de o castro ter ocupado uma área superior à da cerca medieval, com base na hipótese de os taludes que se observavam na encosta exterior à muralha poderem conter os restos das muralhas antigas. Na verdade, os materiais arqueológicos que permitiram tal conjectura resumiam-se a um fragmento de taça de fabrico manual, característica do final da Idade do Bronze ou inícios da Idade do Ferro, transição cuja cronologia, na região, pode chegar, em princípio, até aos finais do séc. VIII antes de Cristo. Os tais 2700 anos...
Entretanto, foram realizadas, em 2004, nas imediações da torre quinhentista, algumas sondagens arqueológicas de acompanhamento das intervenções arquitectónicas em curso nessa área.
Essas sondagens confirmaram, apesar da perturbação expectável das estratigrafias, a ocupação do Bronze final e identificaram materiais da Idade do Ferro, nomeadamente da fase de contacto com o mundo romano (cerâmicas campanienses). Atendendo à área onde foi efectuada, esta intervenção não adiantou (nem podia adiantar) qualquer dado sobre a extensão do povoado ou sobre o traçado e o estado de conservação da (ou das) muralha (s) proto-histórica (s).
Devo dizer que há anos eu próprio vinha adiando a operação que se impunha: uma observação atenta dos taludes que envolvem, em vários planos, o cabeço de Evoramonte e uma primeira caracterização cronológica, com base nos artefactos observados, à superfície.
As comemorações dos 700 anos do Castelo, deram-me o impulso e o motivo: escrevi um texto, na obra colectiva com o título “Um castelo de histórias”, em que, por sugestão do organizador, o meu amigo Dr, João Ruas, me vi obrigado a pensar de novo no Castelo de Evoramonte e nas questões que ele deveria levantar, em termos das paisagens invisíveis.
A oportunidade surgiu, curiosamente, na sessão de Encerramento das Comemorações: cheguei antes da hora, o dia estava convidativo e fui olhar para os taludes. A recolha de alguns materiais e o carácter dos taludes, obrigaram-me a regressar no dia seguinte e no outro. E o resultado não podia ser mais interessante, apesar de algumas imprecisões que só a escavação poderá certamente esclarecer.
Quanto à fundação, não podemos excluir um episódio calcolítico (III milénio a.C.), ou mesmo anterior. A presença esporádica de pedra polida, percutores de quartzo e seixos talhados de quartzito sugere que, num ou noutro grau, o local foi ocupado na pré-história recente. Note-se, aliás, que no alto de S.Gens, também na Serra d’Ossa, foram recentemente identificados, por Rui Mataloto, restos de uma muralha calcolítica, num sítio com posterior ocupação do Bronze final-1ª Idade do Ferro.
Por agora, em Evoramonte, fica apenas a hipótese.
Certo, porém, é que, no Bronze final, o recinto muralhado teria, pelo menos, cerca de 10 ha e que essa área foi ampliada, na 2ª Idade do Ferro, muito para além desse limite. A proposta que faço, mas que carece, em parte, de futura confirmação estratigráfica, implica, para o povoado pré-romano, na sua fase final, uma área que oscila entre os 15 e os 25 ha.
É verdade que, do lado Leste (e, dentro deste, visivelmente, na parte Sul) a ocupação extra-muros da vila Medieval e Moderna perturbou profundamente eventuais depósitos arqueológicos anteriores. Esse fenómeno é particularmente observável na barreira que foi cortada pelo acesso moderno, onde a rocha de base foi regularizada em plataformas, sobre as quais foram erguidas construções cujas telhas assentam actualmente, na superfície da rocha.
No lado Oeste, porém, entra a capela de S. Sebastião e o Monte do Chafariz, onde quase não são visíveis os vestígios medievais/modernos, existem claras evidências de ocupação da 2ª Idade do Ferro relacionadas, aparentemente com dois dos taludes que acompanham as curvas de nível.
É notório que estes taludes foram aproveitados e “reconstruídos” com muros medievais ou modernos, ficando mesmo algumas dúvidas sobre se todos eles correspondem, ou não, a presumíveis muralhas proto-históricas; trata-se de questões que só a escavação pode vir a esclarecer.
A presença mais indiscutível de ocupação da Idade do Ferro, junto ao Monte do Chafariz, pode, de certo modo, ser relacionada com conhecida dificuldade de abastecimento de água na vila medieval intramuros e na integração, na Idade do Ferro, dessa reserva estratégica no interior do povoado.
Isto significa, antes de mais, que estamos perante um dos maiores centros urbanos da região, nos finais da Idade do Bronze (em parceria com o povoado fortificado do Castelo, no outro extremo da Serra d’Ossa), e, sobretudo, que, nos finais da Idade do Ferro, quando os romanos tomaram posse da região, Evoramonte era, de longe, o maior centro populacional.
Os outros povoados, actualmente conhecidos, da 2ª Idade do Ferro regional, têm, em geral, áreas que variam entre 0,5 ha e 5 ha (Castelo Velho das Hortinhas, Granja, Outeiro, Castelão de Rio de Moinhos, Castelo Velho de Veiros, Castelo Velho do Degebe) apresentando, aparentemente, o maior deles todos . o Castelo do Monte Novo, a Sul de Nossa Senhora de Machede - uma área próxima dos 8-10 ha.

Um dos problemas historiográficos que a arqueologia urbana de Évora tem suscitado, nos últimos anos, é precisamente a questão da fundação da cidade e a relação desta com o topónimo. De facto, numa cidade romana com nome indígena, seria de esperar que as inúmeras escavações no centro histórico tivessem encontrado vestígios, mesmo que perturbados, da Ebora pré-romana, como se encontraram em Olisipo, em Scalabis, em Conimbriga, ou até, espantosamente, na romaníssima Pax Iulia. No entanto, esses vestígios primam, até agora, pela ausência: Évora parece, pois, ter sido fundada em época romana.
Num texto que publiquei, há uns anos, no volume, reunido pelo Luis Carmelo, sobre Évora, História e Imaginário (Ed. Ataegina), propus, com algumas reservas, que Evoramonte poderia, efectivamente, corresponder à Évora pré-romana, esvaziada e transposta para a localização actual, em época de Augusto, ou pouco antes.
As dimensões aparentes do povoado pré-romano, a presença de materiais romanos republicanos e a ausência de vestígios de época imperial parecem, agora, trazer um suporte factual, razoavelmente sólido, para a identificação de Evoramonte com a Ebora pré-romana.
Convém anotar que outra possibilidade, talvez menos plausível, seria a identificação de Evoramonte com a cidade de Dipo, um povoado indígena, atestada nas fontes clássicas, cuja localização se discute, mas que estaria algures entre Évora e Badajoz.
Em última análise, só a numismática ou, menos provavelmente, a epigrafia, poderão vir a lançar alguma certeza sobre a questão da identificação definitiva do topónimo pré-romano de Evoramonte.
Finalmente, para além de o significado regional de Evoramonte ter sido seguramente relevante, em época pré-romana – e, num certo sentido, podemos repetir uma observação que já fazíamos para o Bronze final - de que a serra d’Ossa funcionou, ao longo de toda a proto-história, como um centro de gravidade regional, recentrado em Évora, a partir da época romana.
É claro que não podemos excluir, já agora, a hipótese mais óbvia de que Evoramonte poderia ter recebido o nome, na Idade Média, por transferência a partir da Évora medieval.
Por enquanto, vamos manter em aberto as várias alternativas, sendo que Evoramonte, de uma forma ou de outra, foi, e conserva vestígios de ter sido, o maior povoado pré-romano no Alentejo central e que esse dado se relaciona, de algum modo, com a fundação de Ebora romana.

Já agora, para além do Restaurante Convenção, onde me recompus das subidas e descidas à volta do cabeço, vale a pena subir a Evoramonte.
A torre, o Castelo, a vila medieval, a paisagem visível e, agora, as paisagens invisíveis (ou quase). Na verdade, em épocas não muito longínquas, alguns taludes foram transformados em azinhagas, meio abandonadas, por onde se pode circular com alguma facilidade, sugerindo trajectos à volta de Evoramonte antiga. É possível reconhecer, igualmente, ao longo dos interflúvios, os prováveis caminhos de acesso ao castro pré-romano. Com um olhar sobre a serra d’Ossa.


Recordaria ainda que Evoramonte foi o back-site usado, pelos construtores dos recintos megalíticos de Évora, para controlar os movimentos, no horizonte, do nascer do Sol e da Lua, nos respectivos azimutes extremos (ver, no site do GEMA, o último artigo de Pedro Alvim, entre outros)

Thursday, December 14, 2006

Rock art and archaeoastronomy?




Pepe Galovart keeps sending images (some from Monique Larrey) and suggestions from Galicia. In this case, the petrogliphs of Auga da Laxe, 5 Km from Vigo.This carvings lay in a flat area, with the Monte Galiñeiro to the East. Note that the shape of this hill recalls the one of Monsaraz and others in Central Alentejo (see post from 11.08.2006). It is possible that Monte Galiñeiro was used as a back-sight, from Auga da Laxe, to observe the Spring Full Moon. The same observation could eventually be made about the petrogliphs of Muros, all facing eastwards (see post from 03.12.2006).

Another interesting remark about the petrogliphs of Muros is the horse-shoe shape of the landscape framing the carved rocks. A similar patern has been observed in the important megalithic sites of Barrocal, Xarez or Almendres (Central Alentejo), as well as in the Quiberon Bay (Morbihan, Brittany) where the most outstanding megalithic sites of the world are placed (the Carnac alignments or the Locmariaquer menhir).

Finally, a coment about the quern stones made on the bedrock (like a form of rock art).
They made me think about the relatioship between rock art and mills (see the post of 14.09.2006).

I only know, in Portugal, a similar example of quern stones, virtually unpublished: the granite rock shelter of Toca da Galiana, on the left bank of the Guadiana river, just in front of the Chalcolithic settlement of Sala nº 1 (Pedrógão, Vidigueira).

Tuesday, December 12, 2006

Redrawing The Neolithic



Key symbols and recurrent figures
The stones, the hills, the moon and the motherhood

The (re)draw is a proposal based on the visible lines and on a (probably) similar figure from almendres.

Monday, December 11, 2006

Pão, pão, queijo, queijo










This text has been built around the idea that the domestication of sheep and goats has been, since the begining, related, in economic terms, with the use of milk, innovation that is usually considered a late event in the Neolithic process, following the famous Andrew Sherratt model (2PR).
However, a recent work by Jean-Denis Vigne, published in a volume under the direction of Jean Guilaine - Populations néolithiques et environements (2005), Editions Errance - gives some new support for that idea.

Barrocal: erection and decadence of a menhir


The excavation of the socket of the menhir, at Barrocal, allowed us to build an hipothesis to understand the processes involved on the erection and the later fall of the megalith.

Megalithic Winter Solstice

Newgrange big draw at Winter Solstice From December 19 to 23 - if the weather cooperates - 20 lucky peoplea day will crowd into an ancient Irish monument's main chamber.There, they'll bathe in 17 minutes of light put off by the rising sunon the shortest days of the year. This year about 28,000 peopleapplied to take part in the ritual at the Newgrange monument, locatedin the Irish countryside in County Meath, reports the Brú na BóinneVisitor Center. According to Edwin Krupp, director of the Griffith Observatoryin Los Angeles, California, the monument incorporates knowledge thatcould only have been gained through precise astronomicalobservations. "The people who built it knew about the winter solstice- knew when it occurred, knew where the sun would rise - and built amonument that took advantage of that event and incorporated itsymbolically into the monument," he said. The 62-foot-long (19-meter-long) passage faces the wintersolstice sunrise. A little window above the door allows light fromthe rising solstice sun to reach the depths of the burial chamberfrom about 8:58 a.m. to 9:15 a.m. local time. Newgrange is the most elaborate of several passage tombs in therich agricultural lands along the Boyne River about 30 miles (50kilometers) north of Dublin. The number of area monuments "suggeststhis wasn't a small rural community of a few farmers and herders,"Krupp said. "We're seeing something there certainly bordering onchiefdomship, if not actually a chiefdomship." According to Krupp,the full story behind the purpose of Newgrange and its kin is stillshrouded in mystery. "We don't have an owner's manual, and there isno writing," he noted. However, archaeologists have pieced together some of the story."It is very deliberately designed and constructed to capture thelight of the rising sun at the winter solstice, to allow that beam oflight to fall on the innermost chambers of it-a place where in factthe remains of the honored dead were incorporated," Krupp said.Scratch marks in the window above the door indicate that rocks wererepeatedly removed and put in place to open and close the window,suggesting a regular gathering at the monument for a winter solsticeritual. "The winter solstice is a crucial moment, in that it marksthe time the sun has reached the depths of winter-its darkest moment,its death, and its rebirth," Krupp added. Today as many as 200,000 people a year come to visit Newgrange,making it the most visited archaeological site in Ireland. Access tothe monument is controlled by the Brú na Bóinne Visitor Center. Thesolstice is the most sought-after time to visit the monument. So in2000 the visitor center switched to a lottery system for tickets,deeming luck-of-the-draw fairer than a ten-year-long wait list.Schoolchildren pick the winners in late September or early October.For five days around the winter solstice, 20 people a day are grantedaccess to the chamber at sunrise. And on the day of the actual wintersolstice-usually December 21-several hundred people also gatheroutside Newgrange to watch the sunrise.Source: National Geographic News (7 December 2006)http://news.nationalgeographic.com/news/2006/12/061207-winter-solstice.html?source=rss

Taken from STONEPAGES

Sunday, December 10, 2006

The hidden faces of the rocks and megaliths of Galicia





The link with Galicia is working again (many thanks to Pepe Galovart, Xulio Carballo Arceo and the editor of Nigratea, Gonzalo Allegue)

Barrocal rock art



In the morning light, the rich decoration of the menhir of Barrocal.

Sunday, December 03, 2006

Rock art and natural outcrops




José Luis Galovart sent us images of rock art pannels, in the same area (O Pindo, Carnota) where we can find the anthropomorphic and zoomorphuic outcrops of the previous posts. Neolithic people has been around in the area...

Friday, December 01, 2006

Digging up a monument





Salgada settlement (Rio de Moinhos, Borba, Central Alentejo).
Around 3000 BC.

Complex ditch and, at least, two enclosing walls: one of them, has been found on last year excavation (2, 50 m large) and a second one (on the first two images) has just been found this week (1, 20 m large).
I

Wednesday, November 29, 2006

The hidden faces of the rocks in Galicia






Pepe Galovart goes on sending us images from the galician fantastic outcrops. In the area of El Pindo. The question is: where are the mesolithic-neolithic evidences?

Tuesday, November 28, 2006

Sunday, November 26, 2006

Megaliths of North Spain






Summer holydays close to the Sanabria lake. Beautiful mountain landscapes, with dolmens and a roman camp.

Thursday, November 23, 2006

Aspectos biologicos da experiencia religiosa

A importância singular weberiana dos actores religiosos, é salientada por Pierre Bourdieu, para quem Weber teria dado uma ‘contribuição decisiva’, nos seus escritos sobre religião, para uma teoria dos sistemas simbólicos, ‘ao reintroduzir os agentes especializados e os seus interesses específicos’.


Se a teoria ética da teologia, por um lado, não interessa a Weber, institui todavia este factor de diferenciação: a ‘qualificação religiosa desigual dos homens’, ou seja, a desigual aptidão dos indivíduos para acederem aos bens de salvação supremos que as religiões prometem. Esta desigualdade é, para Weber, um ‘facto de experiencia’ que determina, desde logo, a instalação de um duplo regime da acção religiosa: uma ‘religiosidade de virtuosos’ e uma ‘religiosidade de massas’.


Esta dicotomia entre uma religiosidade de ‘virtuosos’ ou de ‘heróis’ e a de ‘massa’, que não tem ‘ouvido musical’ para a religião, tem vindo a ser confirmada, nos últimos anos, por estudos sobre as endorfinas, analgésicos criados e libertados pelo cérebro e pertencentes à família de químicos conhecidos como opióides (ópio e morfina).


Segundo Robin Dunbar, professsor de Psicologia Evolucionária da Universidade de Liverpool, os aspectos biológicos da experiência religiosa só emergiram na última década. As práticas religiosas, refere Dunbar, ‘parecem ter sido concebidas para nos darem aquele ímpeto dos opióides que nos faz sentir muito mais capazes de lidar com os caprichos do mundo. Mas pode também acontecer que a produção de endorfinas asssociada a essas páticas estimule o sistema imunitário para uma maior actividade, assim protegendo directamente o corpo contra doenças e lesões.
Esses efeitos opióides não passam de um prémio de consolação para as massas. Os verdadeiros versados têm benefícios ainda mais profundos a obter’ (Dunbar, R. 2006, A História do Homem, Quetzal Editores, Lisboa). Estes, como ferere o autor, conseguem mesmo, graças à capacidade de auto-induzir um afluxo de endorfinas, provocar a carência de oxigénio no cérebro, o que neles gera a sensação de uma libertação extática (...) e de terem a mente a flutuar acima do corpo.


Adaptado da Apresentação de Rafael Gomes Filipe em ‘Sociologia das Religiões’ de Max Weber

The hidden faces of the rocks






Castro Laboreiro (North of Portugal and Galicia)

Images sent by Pepe Galovart (once again) from the granitic landscapes of one of the most beautiful megalithic regions of Iberia.
Turtles, eagles, people...