
Sunday, June 28, 2009
Saturday, June 20, 2009
Monday, May 18, 2009
O Tempo do Mar
Sunday, May 17, 2009
Tuesday, May 05, 2009
O risco da praxis ou a praxis do risco
O tema central é a Divulgação e Musealização em Arqueologia. O retorno social da Arqueologia.
A APA, e os autores dos textos, mostraram estar atentos aos novos tempos.
Clique na imagem

"ouvem-se cada vez mais as vozes dos arqueólogos reclamando a necessidade da divulgação a par da investigação, enaltecendo a importância do retorno social dos trabalhos arqueológicos"
Editorial
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"difundir o Conhecimento constitui uma elementar acção de retorno, e portanto de justiça social. Neste novo contrato, entre Sociedade e Ciência, divulgar surge como um novo compromisso ditado por uma nova ética."
Mariana Diniz
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"Longe vai o tempo em que apenas se pedia ao arqueólogo que da sua actuação resultasse um conjunto de dados da escavação e uma infinda gama de material exumado, testemunho das vivências que ele tentava reconstituir.
Mas as pesquisas arqueológicas e o papel do arqueólogo não se confinam a um trabalho de pura escavação. Ao arqueólogo pede-se, hoje, também, a árdua tarefa de pensar e propor novas abordagens na perspectiva da valorização, com vista ao seu público usufruto."
Olga Matos
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"Uma arqueologia atenta a estas questões será, estou certo, uma arqueologia mais consolidada no plano social. Uma arqueologia capaz de responder às necessidades da sociedade terá menos debates de motivação corporativa, e poderá concentrar-se no aprofundamento das suas metodologias de investigação e de construção de conhecimento."
Luiz Oosterbeck
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"Esta perspectiva é tanto mais exigível quanto a produção científica se transformou numa actividade especializada sustentada por uma sociedade que encontra a justificação do financiamento no retorno social que desse conhecimento resultar. Retorno esse que tanto poderá surgir sob a forma de benefícios materiais vários, que melhoram as condições gerais da vida, como através do desenvolvimento intelectual de cada individualidade. "
António Valera
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"Estamos em rede e o arqueólogo não pode agir sozinho, pelo menos se pretender construir uma plataforma de acção que conduza à valorização do conhecimento arqueológico e, por conseguinte do património, por toda a sociedade. "
Jacqueline Pereira
Monday, May 04, 2009
Friday, April 24, 2009
Thursday, April 23, 2009
Monday, April 20, 2009
The hidden faces of the stones - Tondela (Portugal)

Conhecida por Cabeça do Cão, em São João do Monte (Tondela), encontra-se numa área onde existem vários monumentos megalíticos.
Wednesday, April 15, 2009
Monday, April 13, 2009
Ora bolotas e cortiça
As cicatrizes de extracção da cortiça, nos sobreiros, (resultantes dos golpes de machado) sugerem as características linhas de "vulvas", frequentes nos menires algarvios.

Saturday, April 11, 2009
Thursday, April 09, 2009
Saturday, April 04, 2009
Saturday, March 28, 2009
Thursday, March 26, 2009
Monday, March 23, 2009
Saturday, March 21, 2009
Wednesday, March 18, 2009
The hidden faces of the stones in Sardinia
Monday, March 16, 2009
Friday, March 13, 2009
Thursday, March 12, 2009
Thursday, March 05, 2009
A propósito de silos...
Fig. 1 - Defesa de Cima 2: fossa nº 5 (fotografia: Filipe Santos/ Arqueohoje)
- Fragmentos tipo “placa”, pouco espessos, sem impressões de ramagens, com uma face denotando alisamento (geralmente côncava), aparentemente provenientes do revestimento dos próprios silos, como os que foram recolhidos nos silos neolíticos de Defesa de Cima 2 e Malhada das Mimosas 1 e no povoado do Bronze Médio de Casarão da Mesquita 3 (São Manços, Évora), entre muitos outros [2, 12, 13];
- Fragmentos de dimensões e formas variáveis, com impressões de ramagens, possivelmente provenientes de elementos construtivos de outras estruturas, como os que foram recolhidos em Horta do Paraíso e Horta do Albardão 3 [3, 6].
No sítio de Casarão de Mesquita foram ainda recolhidos fragmentos de grandes lajes de pedra, aparentemente pertencentes às tampas dos silos [13].
O armazenamento de bens alimentares (especialmente de produtos cerealíferos) em silos subterrâneos é ainda praticado em algumas regiões do Norte de África e do Médio Oriente.
No Noroeste da Jordânia, por exemplo, registaram-se diferentes tipos de silos subterrâneos, com variadas formas e dimensões, executados quer no interior de habitações, quer em espaços exteriores. Esses silos apresentavam geralmente revestimentos interiores à base de cal ou argila misturada com palha e eram selados no topo com lajes de pedra e pequenas mamoas de terra [14]. Também em Thula, no Yémen, e na região do Moyen Atlas, em Marrocos, se verificou a existência de silos subterrâneos interiormente revestidos com argamassas de cal ou de argila com palha, selados no topo com lajes de pedra cobertas por terra [15, 16].
[1] Silva, C. T.; Soares, J. (1981) – Pré-História da Área de Sines. Lisboa: Gabinete da Área de Sines
[2] Santos, F.; Carvalho, P. (2006) – Minimização de impactes sobre o património cultural decorrentes da construção do canal de adução da ligação Loureiro - Monte Novo. Habitat Neolítico da Defesa de Cima 2 (Torre de Coelheiros, Évora). Trabalhos arqueológicos. Relatório Final (Agosto 2006). Edia/ Arqueohoje
[3] Mataloto, R.; Costeira, C. (2008) – Intervenção de Emergência no povoado Horta do Paraíso (Elvas). Relatório Final. Redondo: s.n.
[4] Calado, M.; Rocha, A. (2004) – Relatório da escavação do povoado pré-histórico das Águas Frias – Rosário. Campanha 1. Lisboa: Fundação da Universidade de Lisboa/ Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa
[5] Calado, M.; Mataloto, R. (2000) – Relatório de escavação do povoado pré e proto-histórico da Malhada das Mimosas 1 (Alandroal). Campanha 1 (2000). Lisboa: Fundação da Universidade de Lisboa/ Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa
[6] Santos, F. (2006) – Minimização de impactes sobre o património cultural decorrentes da construção do canal da conduta C1_3 do Bloco 3 do Bloco de Rega do Monte Novo. Sítio do Neolítico Final/Calcolítico da Horta do Albardão 3 (S. Manços, Évora). Trabalhos arqueológicos. Relatório Final (Novembro 2006). Edia/ Arqueohoje
[7] Sanches, M. J. (1987) – O Buraco da Pala: um abrigo pré-histórico no concelho de Mirandela (notícia preliminar das escavações de 1987), Arqueologia. Porto: Grupo de Estudos Arqueológicos do Porto, 16, p. 58-77
[8] Gómez Puche, M. et al. (2004) – El yacimiento de Colata (Montaverner, Valencia) y los "poblados de silos" del IV milenio en las comarcas centro-meridionales del País Valenciano, Recerques del Museu d’Alcoi. Alcoi: Museu Municipal, 13, p. 53-128
[9] Díaz del Rio, P. (2001) – La formación del paisaje agrario: Madrid en el III y II milenios BC, Arqueología, Paleontología y Etnografía. Madrid: Comunidad de Madrid, 9
[10] Alonso Martinez, N. (1999) – De la llavor a la farina. Els processos agrícoles protohistòrics a la Catalunya occidental, Monographies d’Archéologie Méditerranéenne. Lattes: CNRS, 4
[11] Santos, F.; Carvalho, P. (no prelo) – O sítio neolítico da Defesa de Cima 2 (Torre de Coelheiros, Évora). Primeiros resultados, III Coloquio de Arqueologia do Sudoeste Peninsular – Aljustrel, Outubro de 2006 (texto policopiado, cedido pelos autores)
[12] Calado, M.; Mataloto, R.; Rocha, A. (2001) – Relatório de escavação do povoado pré e proto-histórico da Malhada das Mimosas 1 (Alandroal). Campanha 3 (2001). Lisboa: Fundação da Universidade de Lisboa/ Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa
[13] Carmo, L. M. (2007) – Minimização de impactes sobre o património cultural decorrentes da construção da conduta principal do Bloco 3 do bloco de rega do Monte Novo. Sítio com fossas do Bronze Médio/ Final do Casarão da Mesquita 3 (São Manços, Évora). Relatório Final (Maio de 2007). Edia/ Arqueohoje
[14] Ayoub, A. (1985) – Les moyens de conservation des produits agricoles dans le Nord-ouest de la Jordania actuelle, Les techniques de conservation des grains à long terme: leur rôle dans la dynamique des systèmes de cultures et des sociétés (dir. Gast, M.; Sigaut, F.) Paris: Editions du Centre National de la Recherche Scientifique, III, fasc. 1, p. 155-169
[15] Gast, M.; Fromont, M. C. (1985) – Silos souterrains et magasins a grains a Thula (République Arabe du Yémen), Les techniques de conservation des grains à long terme: leur rôle dans la dynamique des systèmes de cultures et des sociétés (dir. Gast, M.; Sigaut, F.) Paris: Editions du Centre National de la Recherche Scientifique, III, fasc. 1, p. 193-210
[16] Lefébure, C. (1985) – Réserves céréaliéres et societé: l’ensilage chez les marocains, Les techniques de conservation des grains à long terme: leur rôle dans la dynamique des systèmes de cultures et des sociétés (dir. Gast, M.; Sigaut, F.) Paris: Editions du Centre National de la Recherche Scientifique, III, fasc. 1, p. 211-235
Wednesday, March 04, 2009
Salema revisitada
Estruturas do sítio neolítico de Salema (Santiago do Cacém), quase 3 décadas após a escavação: vestígios de um empedrado (em cima) e de um provável silo revestido por argila (em baixo)
Tuesday, March 03, 2009
La Pasada del Abad
Um pequeno recinto megalítico perto de Rosal de la Frontera na Andaluzia, configurado por três lajes de xisto (duas delas de grandes dimensões) e três blocos de granito.
Monday, February 23, 2009
Fontaínhas



Passei por este post e dei conta que alguma coisa não estava certa. Mais do que o caminho, eram os menires que não me pareciam encaixar na ideia que tinha do sítio.
Friday, February 20, 2009
Alto de São Bento revisitado


Estas duas imagens, ambas tiradas pelo Mário Carvalho no Alto de S. Bento, às portas de Évora, não podem ser esquecidas.
O poente, na direcção da serra de Montemuro, levanta várias suspeitas. O Mário chamou a atenção para a posição dos Almendres. À direita é visível também o Alto da Giesteira. À esquerda a serra cai, deixando descobrir um horizonte mais distante.
Prehistoric Evora
The hidden faces of the stones
Megalitismo Alentejano Contemporâneo e Megalitismo Natural, em S.Caetano (Évora)
The moon in the shadow
Pecked carving on Alto de S.Bento (Évora)
Alto de S.Bento rock art?
Alto de S.Bento: antes das origens de Évora
Alto de S.Bento (Évora): descoberta de uma gravura
Megalitos e Solstícios
Monday, February 16, 2009
Coroa do Frade (Valverde): Grave atentado contra o património arqueológico no Concelho de Évora
Este fenómeno afectou, de forma irreversível e dramática, uma grande parte da informação arqueológica, estratigráfica e paleoambiental presente no sítio da Coroa do Frade, tendo sido contabilizadas centenas destas “covas” criminosas, muitas delas abertas até ao substrato geológico; este fenómeno, pelo seu carácter destrutivo e sistemático, poderá invalidar a realização de futuros projectos de investigação que visem a escavação arqueológica e estudo deste importante sítio.
Os técnicos da C.M.E. procederam a uma exaustiva recolha do material arqueológico classificável que, pelo seu baixo valor comercial (cerâmica e material lítico), foi abandonado pelos infractores no sítio. O sucedido foi notificado à entidade competente (IGESPAR), na pessoa da Prof.ª Doutora Leonor Rocha, que por sua vez dará o seguimento legal ao processo. O IGESPAR recomendou ainda a eventual realização de sondagens de diagnóstico, com o objectivo de determinar a verdadeira natureza e extensão dos danos provocados neste importante sítio arqueológico, relembrando e sublinhando que este se trata do maior e mais importante povoado de Bronze Final, fortificado, no concelho de Évora.
Saturday, February 14, 2009
Tuesday, February 03, 2009
Sunday, February 01, 2009
Wednesday, January 28, 2009
Serra de Montejunto

Monday, January 26, 2009
Symbols in amazonian landscape
Saturday, January 24, 2009
Sunday, January 18, 2009
mais um estranho caso de megalitismo... contemporâneo
Saturday, January 17, 2009
Thursday, January 15, 2009
Megalitismo Alentejano Contemporâneo ou "O Chafariz Megalitico"

Junto ao cruzamento para S. Sebastião da Giesteira, na fronteira entre os concelhos de Évora e de Montemor-o-Novo, encontra-se mais um belo exemplo de Megalitismo Alentejano Contemporâneo. Desta vez trata-se de um "Chafariz Megalítico", com a particularidade de, neste caso, terem sido utilizados alguns esteios e blocos meniroides, eventualmente pertencentes a verdadeiros monumentos megalíticos desmantelados. Estes foram dispostos em volta do chafariz sob a forma de "alinhamentos", formando assim um verdadeiro "recinto megalítico" contemporâneo.





Sunday, January 04, 2009
Os Meto
Friday, December 26, 2008
Megalitos e Solstícios

Um Solstício de Verão em Chãs, Foz Côa.
De onde também extraí este trecho:
"A minha relação com a penedia dos Tambores e Quebradas, começou muito cedo. Palmilhei as suas canadas e atalhos, muitas vezes em criança, e até descalço, quando os meus pais eram caseiros na Quinta do Muro (que fica, quase lá ao fundo da depressão, debruçada sobre a Ribeira - hoje, em ruínas), e donde eu partia, vindo lá de baixo, com a marmita pela mão, subindo as íngremes penedias para levar o almoço ao pastor da Quinta, quando ele, por estas bravias encostas, guardava o gado.
Cedo, então, aprendi, não só a conhecer pelos seus nomes, muitos destes penedos e morros, muitas das curiosas pedras que compõem esta vasta fortaleza natural, como também a reconhecer-lhes as suas singularidades. E este penedo foi, justamente, um dos enormes megálitos que me chamou atenção, mal o vi pela primeira vez: não tanto pela sua curiosa esfericidade, mas sobretudo pelo estranho círculo cavado na rocha
Vendo que essa concavidade era muito plana, muito direitinha e circular, numa rocha tão irregular, depreendi que tal só poderia ser obra do homem e não devido à acção da natureza, tal como algumas lagaretas que por ali existem, mas com canal de saída e contornos diferente, facto que despertou, desde então, a minha curiosidade."
Jorge Trabulo Marques
Junho 2006
Wednesday, December 24, 2008
Solstício e Natal: Jōulud.
O Jōulud já era festejado na Estónia antes da chegada do Cristianismo, e para os estónios antigos era uma festa que se prolongava por 17 dias, com início... no solstício de Inverno. De facto, os estónios antigos festejavam o solstício de Inverno — o nascimento do Sol.
A partir do solstício de Inverno, os dias começam a ser mais longos, e o Sol a erguer-se mais alto no céu. Durante o Jōulud cometiam-se excessos no que respeita à alimentação e eram proibidos certos tipos de trabalhos, pois era considerado um tempo de descanso no meio do longo Inverno sombrio.
Monday, December 22, 2008
Sunday, December 21, 2008
Solstício de Inverno

O Inverno Velho, velho, velho.
Chegou o Inverno.
Vem de sobretudo,
Vem de cachecol,
O chão onde passa
Parece um lençol.
Esqueceu as luvas
Perto do fogão:
Quando as procurou,
Roubara-as um cão.
Com medo do frio
Encosta-se a nós:
Dai-lhe café quente
Senão perde a voz.
Velho, velho, velho.
Chegou o Inverno.
Eugénio de Andrade
Tuesday, December 16, 2008
Sunday, December 14, 2008
Thursday, December 11, 2008
Sunday, November 23, 2008
Saturday, November 22, 2008
Thursday, November 13, 2008
E também curiosidades

"The author is writing about the Amoricaine or Belon oyster, the flat one, the most prized and arguably best oyster in the world."
Wednesday, November 12, 2008
Conchas, bolotas e metáforas
conchas e boletas = o litoral e o interior.
As conchas chegam ao interior. Poucas, mas chegam.
Tal como a cerâmica cardial, que é escassa nos povoados do interior alentejano, mas existe.

E, claro, a fractura conchoidal.
Associado à boleta, outro símbolo da paisagem alentejana: o cocho.
Bonita concha da arqueologia amazónica. É tanga.Monday, November 10, 2008
Glandes interpretações
Em latim: Glans
Glande ou cabeça, do pénis
Glande ou cabeça, do clítoris





O menir do padrão (na imagem acima), sugere, de forma bastante sugestiva, uma figuração da glande.
Na verdade, as ditas "glandes" podem corresponder apenas a representações esquemáticas da cabeça, em figuras de carácter antropomórfico.
Porém, a língua portuguesa (ou inglesa) (ou francesa) reforça esta ambiguidade semântica: na linguagem corrente, a glande peniana (ou clitoriana) é igualmente designada por "cabeça".
O corpo humano é a medida de todas as coisas:
- o parafuso tem cabeça
(anedota a propósito, ou talvez não:
Diz a porca para o parafuso:
-Meu parafuso
Este responde:
- Minha porca...)
- o fósforo tem cabeça
(anedota a propósito, ou talvez não:
Diz fósforo para a caixa:
- Ai filha, cada vez que passo por ti, perco a cabeça)
-as paisagens têm cabeços
- na verdade, qualquer coisa (como, por exemplo este post) pode ser "sem pés nem cabeça"
Complemento poético:
Salve, falo sagrado,
Erecto na planura
Ajoelhada!
Quente e alada
Tesura De granito,
Que, da terra emprenhada,
Emprenhas o infinito!
Miguel Torga
SONETO DO PAU DECIFRADO
É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:
Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!
Para carvalho ser falta-lhe um U; [carualho]
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu.
Bocage
Saturday, November 08, 2008
Ora, bolotas!!!!
Porém, o potencial simbólico da bolota tem passado despercebido à maioria dos investigadores.
A bolota como referencial natural dos menires alentejanos.
Repare-se no umbo, ligeiramente assimétrico, encimando um perfil mitriforme, como ocorre em alguns menires especiais.
Ou no potencial simbólico de certos arranjos de bolotas, para os rituais de fecundidade.
Ou mesmo de fertilidade
E há também as implicações arqueoastronómicas, de tipo lunar
Mesmo a forma dos vasos neolíticos pode, é claro, dever muito à bolota...
A associação simbólica da bolota ao mundo dos mortos, entende-se melhor se pensarmos que a azinheira mergulha as raízes no interior da terra que, afinal, é o destino mais imediato dos mortos. As azinheiras, junto aos monumentos funerários, alimentam-se dos corpos decompostos dos cadáveres: comer estas bolotas é, até certo ponto, uma forma de canibalismo ritual...


Cabanas
Barcos Nota final:
Valencina de la Concepcion
Exemplar...

Wednesday, November 05, 2008
Tuesday, November 04, 2008
Saturday, October 04, 2008
The hidden faces of the stones
Monday, September 29, 2008
Ana Lúcia Ferraz Sá Viana

Já está disponível no site do Gema 'Dalle Anthropomorphes de la Région d'Évora - Portugal', texto para o equinócio do outono 2008, de Ana Lúcia Ferraz Sá Viana.
Tuesday, September 16, 2008
The Rhizotron of Illinois

Monday, September 01, 2008
The hidden faces of the stones


Sunday, August 24, 2008
Friday, August 22, 2008
Tuesday, August 05, 2008
Friday, July 25, 2008
Saturday, July 19, 2008
Monday, July 14, 2008
Chocalhos e pedra polida
Chocalhos em troca de machados de pedra polida? Bela reminiscência neolítica...
Monday, July 07, 2008
Saturday, July 05, 2008
Tuesday, July 01, 2008
Monday, June 09, 2008
Sunday, June 08, 2008
Mais Monsaraz

Thursday, June 05, 2008
Wednesday, June 04, 2008
Monsaraz Soma e Segue
No Alto da Forca (tal como no S. Lázaro) foram observados alguns indícios da 1ª Idade do Ferro.

1. Alto da Forca;
2. Alto da Forca 2;
3. S. Lázaro

Alto da Forca; o talude, visível na imagem, circunda todo o cabeço.

Alto da Forca 2, parcialmente afectado por uma pedreira de xisto.

Fragmento de cerâmica de ornatos brunidos, do Alto da Forca 2
Saturday, May 24, 2008
Tuesday, May 20, 2008
Trabalhar para o Bronze

Sítios da Idade do Bronze, nos arredores de Monsaraz:
Seta vermelha: rechã com materiais da Idade do Bronze e taludes
Setas violeta: gravuras filiformes
Seta verde: povoado de S. Lázaro (agora descoberto)
Seta azul: povoado de S. Gens

S. Cristóvão, Monsaraz e S. Lázaro


Aspectos das escavações em curso na encosta Leste de Monsaraz, onde foram observados (inf. Rui Mataloto) cerâmicas da Idade do Bronze. 
Talude na encosta Sul da rechã a Sudeste de Monsaraz (em frente à área em escavação) ; foram observados materiais da Idade do Bronze.

Gravuras filiformes na encosta Sul da rechã a Sudeste de Monsaraz.
Um novo sítio da Idade do Bronze (S. Lázaro), num cabeço (seta) a Sudeste de Monsaraz (foto obtida no povoado de S. Gens) 
Rochas com covinhas, na rechã a Leste do povoado de S. Lázaro. Nas imediações, existem outras rochas com covinhas.

Gravura filiforme, nas proximidades das rochas com covinhas
Placa de barro cozido, no caminho de acesso ao povoado de S. Gens

Estruturas visíveis, à superfície, no caminho de acesso ao S. Gens

Mais gravuras filiformes, num outro cabeço entre Monsaraz e S. Gens

Abrigo natural com gravuras (imagens seguintes)

Sunday, May 18, 2008
Monte Xarez: uma grande urbe da Idade do Bronze
Um complexo sistema de muralhas, actualmente perceptível nos taludes que envolvem o cabeço, defendia um povoado com uma área que, provisoriamente, calculamos entre 20 e 30 hectares.
Trata-se, certamente, de um dos maiores povoados dessa época, no Sudoeste peninsular.
As muralhas da Idade do Bronze encerravam, efectivamente, uma área que se estendia muito para além dos limites da fortaleza medieval, incluindo os esporões a Norte e a Sul da vila.
Os materiais recolhidos ao longo de toda essa extensão (sobretudo cerâmicas) correspondem, em termos cronologico-culturais ao Bronze final, com uma eventual continuidade residual no início da Idade do Ferro.
Note-se que, nos arredores de Monsaraz, eram já conhecidos, há muito, vários sítios
arqueológicos, integráveis genericamente nessa época, com destaque para o cabeço fronteiro de S. Gens.
Também as gravuras filiformes identificadas, em número crescente, nos arredores de Monsaraz correspondem provavelmente, na sua maioria, a essa época.
Esta descoberta, fundamental para a interpretação da proto-história regional, peca sobretudo, por ser tardia.
Como é possível que, tendo Monsaraz a visibilidade que tem (em vários sentidos), só agora tenha sido descoberta a sua ocupação proto-histórica? Esta é a essência das paisagens invisíveis.
Mas já havia indícios?
Para além dos núcleos de povoamento referidos nos arredores de Monsaraz, conhecidos (mas pouco valorizados) há já alguns anos, foram descobertos e
parcialmente escavados muitos sítios da 1ª Idade do Ferro, junto ao Guadiana e seus afluentes, a montante e a juzante de Monsaraz; de facto, uma tal densidade de sítios compreende-se melhor agora, no contexto de um processo de despovoamento dos castros do Bronze final, cujo representante, na região, era efectivamente Monsaraz.
A identificação de materiais do Bronze final na escavação do parque de estacionamento, na encosta Leste de Monsaraz, veio finalmente despoletar a questão: faltava "apenas" procurar as evidências.
Tal como em Evoramonte, a ocupação medieval e posterior camuflou a ocupação proto-histórica.
A comprovação do povoado antigo fez-se sobretudo nos taludes que rodeiam o cabeço - de facto, na sua maioria, os vestígios das muralhas primitivas - e nas argamassas da muralha medieval, nos pontos em que a degradação das faces da muralha expôs o respectivo miolo.

Limites hipotéticos da muralha proto-histórica




Taludes do sistema de muralhas proto-históricas

As argamassas da muralha medieval, repletas de cerâmicas da Idade do Bronze




Materiais proto-históricos observados na área

Fragmento de dormente de mó manual de vaivém, em granito, reutilizada
na construção da muralha medieval
Saturday, May 17, 2008
Monsaraz Museu Aberto

Círculo picotado




Motivos filiformes.


Pias e covinhas com sulcos

Letras

Motivo sem patine
Monsaraz Museu Aberto


Land-art, na Herdade do Xerez de Baixo, na língua de terra em frente ao ancoradouro.

Blue bang

Construir com pedras e azinheiras... junto à pedreira de xisto, no esporão a Sul de Monsaraz.
Monday, May 05, 2008
Voando sobre os Cravos

O Monte dos Cravos, visto do céu. Por detrás do Monte, a seguir ao ribeiro (linha de freixos) fica a villa romana e povoado neolítico.

Paisagem primaveril no Monte dos Cravos.
Wednesday, April 23, 2008
Tuesday, April 01, 2008
E Stonehenge aqui tão perto...



Arqueologia: pedras azuis podem guardar um dos mistérios de Stonehenge
Alice Barcellos
O misterioso monumento Stonehenge, na Inglaterra, vai ser palco de novas escavações arqueológicas, que começam hoje e duram duas semanas. Depois de quarenta anos, estes são os primeiros trabalhos realizados dentro do círculo de pedras, noticiou a BBC. Descobrir alguns dos mistérios do local e a data precisa da sua construção são os objectivos das escavações, lideradas por dois professores britânicos especialistas no Stonehenge: Tim Darvill, da universidade de Bournemouth e Geoff Wainwright, da Society of Antiquaries.
As pedras azuis, localizadas dentro dos pilares maiores, são um dos pontos fortes das escavações. Os investigadores acreditam que estas pedras guardam uma das características atribuídas a Stonehenge: ser um local de cura milagrosa.
A hipótese é levantada com base em restos humanos encontrados na região. Alguns demonstram sinais de ossos partidos e outros vestígios de operações ao crânio. Além disso, inscrições neolíticas encontradas no local de origem das pedras azuis (Preseli Hills) indicam que os povos acreditavam que as rochas eram mágicas e que as águas dos rios tinham propriedades curativas.
Os investigadores traçaram o caminho das pedras centrais de Stonehenge, que têm um matiz azulado. Elas foram trazidas de Preseli Hills, tenho sido transportadas das montanhas de Gales até a Planície de Salisbury, onde fica o monumento. "Isto é um processo [transporte de pedras] que aconteceu em vários monumentos da Europa", explicou ao PÚBLICO o arqueólogo Vítor Gonçalves, da Universidade de Lisboa. "As pedras azuis foram levadas para Stonehenge mas não são as mais antigas da construção", disse.
As escavações vão tentar descobrir quando é que o círculo de Stonehenge, constituído pelas pedras azuis, foi edificado. Outros estudos realizados na década de 1990 concluíram que o círculo foi feito por volta de 2500 antes de Cristo (a.C.), mas não foi possível chegar a uma data mais exacta.
O projecto é apoiado pela "English Heritage", instituição pública promove a história do país, e vai ser acompanhado, com cobertura multimédia, pela BBC.
Local com forte "carga de sagrado"Stonehenge guarda cinzas de mais 250 corpos. Era um local de culto, de adoração dos ancestrais e comunhão com os mortos. Isto faz com que o monumento seja considerado o maior cemitério da Grã-Bretanha antiga. Mesmo assim, a função original de Stonehenge ainda suscita muitas teorias.
"É um momumento fantástico. É uma série de monumentos que foram sendo construídos ao logo do tempo, o que vemos hoje é da Idade do Bronze", contou Vítor Gonçalves. "As primeiras construções no local datam de 4000 a.C.", referiu.
No ano passado, escavações arqueológicas feitas perto da Planície de Salisbury encontraram vestígios de casas antigas que, ao que as provas científicas demonstram, eram usadas para a realização de festas e cerimónias fúnebres. "Há espaços que têm uma carga de sagrado muito forte e acabam por ser conservados" durante os tempos, como o Stonehenge.
De acordo com o director do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, existem mais monumentos semelhantes ao Stonehenge naquela região da Grã-Bretanha. Para além de locais sagrados, estas construções também foram usadas para a observação astronómica.
Se o local é já considerado um espaço de culto aos mortos e de religiosidade, as novas escavações pretendem descobrir se Stonehenge foi também um local de peregrinação para salvar vidas ou curar doenças. O local já foi escavado e estudado "durante muito tempo", pelo que Vítor Gonçalves pensa que é "difícil" saber-se mais do que se sabe agora.
Sunday, March 30, 2008
Wednesday, March 26, 2008
Serge Cassen e Jacobo Vaquero Lastres

Já está disponível no site do Gema 'El Deseo Pasmado', texto para o equinócio da primavera 2008, de Serge Cassen e Jacobo Vaquero Lastres.
Saturday, March 22, 2008
Novo Blog

A Anta Grande do Zambujeiro
Espaço de reflexão e discussão sobre o 'velho' problema do restauro da nossa catedral megalítica.
Wednesday, March 19, 2008
Monday, February 25, 2008
Sunday, February 24, 2008
Monday, February 04, 2008
Saturday, February 02, 2008
Triangles
Saturday, January 26, 2008
Solstício de Inverno

Encenação no recinto de menires de Vale Maria do Meio, similar ao conjunto do recinto de Almendres, com a mesma componente astronómica.
Solstício de Inverno

Encenação de menires no recinto de menires de Almendres onde se dá expressão ao solstício de Inverno (Alvim, 1997).
Equinócio

Poente Equinocial visto do sítio do Recinto de Almendres.
Os menires na figura são os menires 7 e 8 (numeração na planta do recinto em Alvim, 1997).
Solstício de Verão

Poente no Solstício de Verão visto do sítio do Recinto de Almendres.
O menir ao centro é o menir 23 (numeração na planta do recinto em Alvim, 1997).
Friday, January 25, 2008
Horizonte Poente Almendres II

Levantamento fotográfico e fotomontagem.
Para descritivo ver post anterior (Horizonte Poente Almendres).
Thursday, January 24, 2008
Solstício de Inverno

Poente no Solstício de Inverno visto do sítio do Recinto de Almendres.
O menir na figura é o menir 5 (numeração na planta do recinto em Alvim, 1997).
No texto que publiquei no site do Gema sobre a arquitectura e iconografia dos recintos de Valverde, defendi que existe a possibilidade de ocorrência de um padrão comum aos três recintos, padrão esse que envolve aspectos de arquitectura, iconografia e paisagem, fundamentalmente.
Há muita coisa que ficou de fora do meu texto, muita coisa que lá devia estar mas que por várias razões não está.
O caso deste menir é um deles. Mas continuo a achar, e a preferir, que as coisas falem por si e que os que gostam a sério dos recintos alentejanos vão até lá e vejam com os próprios olhos.
É mais fácil um dia falarmos sobre as vossas ideias, as vossas observações, do que encher este post de ideias minhas.
Falem sobre as vossas experiências.
Wednesday, January 23, 2008
Horizonte Poente Almendres

pSI
Poente no Solstício de Inverno. Alto da Nogueirinha. Ponto extremo do poente a sul. Limite de visibilidade do horizonte mais distante (visível do lado esquerdo).
pE
Poente nos Equinócios. Serra do Conde.
pSV
Poente no Solstício de Verão. Alto do Outeiro ou S.Sebastião. Ponto extremo do poente a norte. Limite de visibilidade do festo Tejo/Sado (visível do lado direito).
Thursday, December 27, 2007
Friday, December 21, 2007
Thursday, December 13, 2007
Wednesday, November 14, 2007
Sunday, November 11, 2007
Saturday, October 27, 2007
Domestic megaliths





In the neolithic settlement of Murteiras, south of Évora.
Close to an outstanding granit outcrop, with a small natural shelter, was unearthed a curious structure, made with "proto-megalithic" blocks.
Friday, October 19, 2007
Friday, October 05, 2007
Viagem ao mundo da arte pré-histórica
(ver http://sesimbrar.blogspot.com/2007/09/viagem-ao-centro-da-terra.html), visitámos agora, na área de Castellón (Espanha), o barranco de Valltorta.

Barranco de Valltorta

Cueva del Civil

O guia, Santi, explicando as pinturas da Cueva.


O Museu de Valltorta




Reprodução, numa das salas, de uma parede da Cueva dels Cavalls.




E também a arte de períodos posteriores...
Thursday, October 04, 2007
Friday, September 21, 2007
Chris Scarre

Está já disponível no site do Gema o texto de Chris Scarre - Monumentos de Pedra 'Rude' e Pedras Troféu.
Wednesday, August 15, 2007
Wednesday, June 20, 2007
Circulos
O Pedro Branco, guardião do santuário geológico do Alto de S. Bento, enviou-nos imagens de mais círculos, nas imediações dos moinhos: restos de mós reutilizadas num empedrado - memórias de tempos relativamente recentes - e um interessante esboço de pia circular, mais duas possíveis pias "disfarçadas" pelas ervas...
Quanto mais se olha...

Fragmentos de mós reutilizados

Possíveis pias integradas na paisagem

Esboço de pia?
Wednesday, June 13, 2007
Salvem o Porro, porra! Parte III
Novas imagens e informações sobre o povoado Neolítico do Porro (Évora) e o seu processo de destruição, actualmente em curso, a "bulldozer e dinamite", na pedreira do Monte das Flores.





O afloramento do Porro. A poucas dezenas de metros encontra-se a nova frente de trabalhos da pedreira, daqui, apenas visível pela "barreira de terra" que se lhe adianta.


Estractos arqueológicos em corte. Apesar das terras terem sido removidas daqui e o piso aplanado até ao filão geológico (para facilitar as futuras dinamitações), foi possível identificar inúmeros fragmentos de cerâmica manual nos cortes e nas pequenas bolsas de terra, espalhadas por toda a área, que aguardam ainda o transporte para a enorme "montanha", já referida.Friday, June 08, 2007
Rochas Antropomórficas e Paisagem Natural no povoado Megalítico das Murteiras (Évora)
Tuesday, June 05, 2007
Flying over megaliths II

(ver primeiro: Gema Blog - Flying over Megaliths)
Pelo caminho foram registadas duas novas pedras com covinhas e um silhar (descontextualizado, junto a um casão), provavelmente oriundo de um dos sítios romanos\medievais das proximidades (dois, identificados até ao momento, na envolvente imediata).





Junto ao possível menir nº1 foi registado um fragmento de mó manual (dormente), eventualmente utilizado como enchimento no seu alvéolo de implantação. É possível que este, a ter existido, tenha já sido totalmente destruído, provavelmente durante a abertura do caminho, cujo piso actual assenta, nesta zona, directamente sobre o substrato geológico. Na ultima fotografia é possível observar uma lasca de quartzito, com retoque marginal e patine, identificada junto ao possível monumento.
Possível menir nº2. Bloco esguio e meniróide (embora anómalo quanto à sua morfologia), geologicamente diferente do pequeno afloramento onde terá sido, eventualmente, depositado em época recente.
Possível menir nº 3. Este enorme bloco, de forma meniróide, mede cerca de 4 metros, encontrando-se afastado dos afloramentos graníticos mais próximos. Os dados disponíveis não permitem uma conclusão segura relativamente à sua autenticidade enquanto monumento megalítico.É no entanto um excelente candidato a fazer parte do escalão de "pesos pesados", dentro do conjunto de menires do concelho de Évora.
Apenas futuras escavações arqueológicas poderão confirmar ou excluir esta hipótese.

Painel com cerca de 50 covinhas, identificado durante a visita anterior.
Afloramento com uma cama de polimento e algumas covinhas, junto à possível sepultura proto megalítica.

Pequenos blocos soltos de granito, bastante dicretos na paisagem, um dos quais ostentando cerca de duas dezenas de covinhas.Paisagens naturais nos arredores do Monte do Albaredão







Monday, May 28, 2007
Publicações

Edição: Instituto Português de Arqueologia
Publicações

Edição: Instituto Português de Arqueologia
Friday, May 25, 2007
Almendres: memórias e paisagens
A proposta apresentada pela conferencista, como resultado de um trabalho académico numa Universidade berlinense, teve excelente acolhimento, por parte dos participantes, tendo sido destacados, durante o debate, vários aspectos estruturantes, nomeadamente:
1. A relação intrínseca do monumento com a paisagem e a necessidade de manter e organizar essa relação, em particular com o contexto paisagístico imediato.
2. A necessidade urgente de afastar o estacionamento do monumento.
3. A vantagem de evitar a construção de um Centro Intrepretativo, como estrutura pesada e a preferência por uma intervenção leve, que poderíamos definir como Percurso Interpretativo.
4. Os materiais propostos (madeira e aços) e as respectivas referências simbólicas.
5. A excelente articulação com a investigação recente sobre o monumento (orientações astronómicas e topográficas, a relação com o povoado neolítico a jusante do recinto, a referência à sedentarização, a valorização do percurso como forma de abordagem fenomenológica)
6. A abertura dos discursos interpretativos e o modelo interactivo proposto.
A única objecção à proposta, feita pelo proprietário da Herdade, Sr. João Rufino, foi no sentido de uma notável peocupação ambiental, questionando a proposta da conferencista sobre a oportunidade do corte de sobreiros, no lado ocidental do recinto (o topo do cabeço); essa solução teria, segundo Andrea Morgenstern, o objectivo de a recuperar a ligação visual entre os menires e o horizonte ocidental (e os alinhamentos com o pôr do Sol e da Lua).
Ainda quanto às intervenções do proprietário (e da sua equipa) retemos algumas ideias fundamentais, no que diz respeito ao futuro do recinto megalítico:
1. Não haverá alterações da paisagem, na área envolvente do monumento
2. Não haverá corte de sobreiros
3. Não haverá interferência visual entre o recinto e o horizonte oriental; as construções previstas ocuparão apenas a scotas baixas da Herdade, não sendo visíveis a partir do recinto
4. Há interesse na dignificação do monumento, nomeadamente afastando o parque de estacionamento e organizando a respectiva vistitabilidade.
5. A equipa conta com 2 arqueólogos, sensibilizados para a importância do recinto dos Almendres no âmbito do megalitismo europeu.
Registamos naturalmente com muito agrado a presença do proprietário, cujo projecto foi, aliás, elogiado pela Arqª Paisagista Margarida Cancela de Abreu, no que diz respeito às respectivas preocupações ambientais.
Como modelo de intervenção urbanística, numa área de forte presença megalítica, foi ainda referido, pela sra. Arqª, o Projecto da Herdade do Barrocal, junto a Monsaraz.
Foi, finalmente, chamada a atenção para a vantagem de, através da escolha adequada do tipo de iluminação, se preservar a escuridão do céu nocturno, uma vez que as relações astronómicas do monumento dos Almendres o tornam um local propício para este tipo de observações.
Os GEMA agradece, em nome do património megalítico regional, o empenho do Grupo Pró-Évora, na pessoa do Dr. Celestino David, e, sobretudo, do Dr. António Carlos Silva (Arqueoólogo do IPPAR e morador nos arredores dos Almendres) que foi, efectivamente, o organizador da conferência.




Imagem dos Almendres, de José Manuel Rodrigues, plantas e alçados de Pedro Alvim
Tuesday, May 22, 2007
Flying over megaliths
Wednesday, May 16, 2007
Báculo Actual

Monday, May 14, 2007
Almendres: o círculo central
Numa nova visita aos Almendres, deparei com um novo monumento, dentro do monumento: visitantes criativos, certamente bem intencionados, construiram um círculo de pedras no interior do recinto. Onde é que nós já vimos esta mania dos círculos?
Saturday, May 12, 2007
Thursday, May 03, 2007
Paisagens Naturais em Sesimbra: Jazidas da Pedra da Mua
Uma das mais antigas páginas da história natural desta região encontra-se fossilizada no substrato geológico das jazidas da Pedra da Mua, e consiste em vários conjuntos de pegadas de Dinossauros que datam do Jurássico Superior.
Saber mais em: I.C.N. - Jazidas da Pedra da Mua
Tuesday, April 17, 2007
Monday, April 02, 2007
El laberinto atlántico

Tuesday, March 20, 2007
Publicações

Sunday, March 18, 2007
Sunday, March 11, 2007
Friday, March 09, 2007
Wednesday, March 07, 2007
Publicações

Editado em 2007, o livro Recuperación Patrimonial de Arte Prehistórico: los abrigos de El Buraco y La Grajera, Santiago de Alcántara (Cáceres) apresenta "el proceso de recuperación de unos yacimientos injustamente ignorados".
Autores: F. Carrera; P. Bueno; R. Barroso; R. de Balbín
Edição: Ayuntamiento Santiago de Alcántara
A memória do megalitismo alentejano


Monday, March 05, 2007
Sunday, March 04, 2007
Regresso aos Almendres

Evidências da erosão em torno dos menires



Menir 56
O eclipse total de ontem foi um pretexto para regressar hoje aos Almendres.
As limpezas da vegetação, nos arredores do recinto, criaram condições razoáveis de visibilidade do solo, em termos de prospecção arqueológica. Numa revisão rápida, foram identificados vestígios pré-históricos, no topo do cabeço (fragmento de mó manual, percutores, núcleo e lasca de sílex e fragmentos de cerâmica).
Novos achados avulsos (pedra polida, sílex e cerâmica) num raio 700 m, para Sul-Sudeste.
Uma observação atenta de alguns menires gravados, com boas condições de luz, permitiu verificar, com clareza, que as faces decoradas que alguns autores acharam que tinham sido artificialmente aplanadas, são efectivamentornoe faces naturais. Esse aspecto é particularmente visível no menir 56, em que as gravuras apresentam uma litologia diferenciada do campo rebaixado.
Já agora, um apelo à boa vontade das instituições responsáveis: a erosão do solo nos Almendres, como resultado do pisoteamento dos visitantes, atingiu limites intoleráveis.
Bastaria, parece-nos, algumas carradas de inertes, de preferência, terras semelhantes às dos Almendres, eventualmente recolhidas nas imediações (por exemplo, na encosta Oeste) e compactada por meios mecânicos adequados...
E o estacionamento retirado de cima do monumento, já agora.
Passeios de Primavera


Entre os Almendres e o menir de Vale de Cardos.
Marciano da Silva explicou alguns aspectos básicos da arqueoastronomia dos Almendres (e muito mais) perante uma audiência atenta, num ambiente altamente sugestivo.
Pôr do Sol, Lua-Cheia, eclipse total.
Fenómenos astronómicos de primeira grandeza, com os Almendres em pano de fundo. Évora e o Alto de S. Bento, no horizonte nascente. Lá mais ao longe, Evoramonte.
Pela noite dentro, os mitos gregos e outros, os anéis de Saturno, nebulosas: astros e pedras.
A Elisa Hoffmann cantou música celta, logo que a sombra da terra ofuscou totalmente o disco lunar.
Mais um passeio da Marca, com a marca da Catarina Oliveira.
Saturday, March 03, 2007
Passeios de Primavera

Passeios da Primavera 2007
Astronomia e civilizações antigas. Percurso no céu em noite de eclipse
Com o físico Marciano da Silva
3 de Março
Plantas medicinais e aromáticas
Com o mestre José Salgueiro, ervanário e poeta popular
14 de Abril
Sonoridades do campo. Para crianças, pais e avós
Com o músico Bruno Cintra
12 de Maio
Arquitecturas da água. Poços, cisternas, aquedutos, tanques e hortos no Convento do Bom Jesus da Mitra
Com o engenheiro José Manuel Mascarenhas
2 de Junho
Mistérios nocturnos do montado. Sombras, sons e cheiros
Com o zoólogo António Mira e a botânica Paula Simões
23 de Junho
Na paisagem o homem observa a passagem cíclica do tempo. Os campos verdes, vermelhos, amarelos e roxos, assinalam na Primavera o despertar da natureza, o início de um novo ciclo de renovação.
Os Passeios da Primavera propõem este ano a descoberta dos elementos essenciais que constituem o mundo: o céu, a terra, o ar e a água. No céu procuramos os astros, antigos mitos e as leis que regem o tempo. Na terra as ervas com os seus poderes curativos. No ar escutamos os sons e os silêncios dos dias e das noites. Por fim a água com os seus poderes purificadores e regeneradores.
Na 9ª edição dos “Passeios da Primavera”, organizados desde 1999 pela MARCA-ADL, a descodificação da paisagem é feita por gentes da ciência e dos saberes locais, orientando 5 percursos pedestres sobre astronomia e civilizações antigas; plantas medicinais e aromáticas; sonoridades do campo, para crianças, pais e avós; património hidráulico; e fauna e flora dos montados à noite.
Astronomia e civilizações antigas. Percurso no céu em noite de eclipse lunar
Com o físico Cândido Marciano da Silva
3 de Março
O fascínio pelos pontos luminosos a que chamamos estrelas, desperta mistérios das profundezas da natureza e da imaginação. Muitos dos mitos da antiguidade que se espelham nas constelações celestes do distante e inacessível infinito, ajudaram a criar a crença que as actividades humanas são reguladas pelo Cosmos.
Do firmamento o homem extraiu os ciclos temporais, organizou os calendários, elegeu estrelas ou constelações que orientaram travessias por terra e por mar, fez nascer deuses e heróis. Acontecimentos astronómicos relacionam-se com elementos apelativos na paisagem – naturais (montanhas) ou construídos (megálitos, pirâmides) – e com o calendário festivo, sendo o Natal, Páscoa e S. João marcados pelos equinócios e solstícios.
Em torno do recinto megalítico dos Almendres vamos observar o pôr do sol e o nascer da lua cheia, procurar a Via Láctea a indicar o Caminho de Santiago, o reflexo da espada pendurada no cinto de Orion, as Plêiadas (conhecidas também como as “Cabrinhas” ou “Sete Irmãs”), e por fim assistir a um sempre mágico eclipse lunar.
Plantas medicinais e aromáticas
Com o mestre José Salgueiro, ervanário e poeta popular
14 de Abril
Mestre Zé Salgueiro, ervanário e poeta popular, filho de trabalhadores rurais, cedo começou a labutar para o seu próprio sustento e da família. Foi aguadeiro em feiras e romarias, vendeu sardinha de monte em monte, sachou hortas, trabalhou nas ceifas, até que aos 14 anos foi aprender a profissão de sapateiro que só deixaria aos 50 anos para se dedicar a uma das suas paixões: as plantas medicinais. Quando acompanhava a mãe no trabalho dos campos, aprendeu a conhecer as ervas e a experimentar mezinhas que com elas se preparavam. Desde então tem-se dedicado ao seu estudo, colheita e secagem. Com um saber acumulado ao longo de 88 anos vividos intensamente, editou um livro e tem um genuíno prazer em transmitir recordações e saberes sobre a vida das plantas e dos homens.
Na sua companhia vamos descobrir algumas das plantas localmente utilizadas para fins culinários e medicinais (alecrim, cidreira, poejo, pilriteiro, cavalinha, salgueiro, …) e escutar estórias e testemunhos de um mundo rural que desaparece.
Sonoridades do campo. Para crianças, pais e avós
Com o músico Bruno Cintra
12 de Maio
No mundo rural os campos eram animados por sons, alguns irremediavelmente distantes: o ferreiro a bater o ferro na bigorna, a tirada da cortiça, o rachar das lenhas, a lavagem da roupa nas pedras dos ribeiros, o vento a soprar o canavial, os sons dos animais, o cantar dos pássaros, grilos e cigarras. O silêncio aparente dos dias quentes e os barulhos da noite.
Ao longo de um percurso pelos campos, vamos apurar o ouvido, escutar os sons e imitá-los com recurso à construção de instrumentos a partir de materiais naturais.
Arquitecturas da água. Poços, cisternas, aquedutos, tanques e hortos no Convento do Bom Jesus da Mitra
Com o engenheiro José Manuel Mascarenhas
2 de Junho
Nos períodos romano e islâmico, muitas zonas do sul de Portugal converteram-se em campos férteis em virtude do domínio da tecnologia da água. Os romanos, grandes construtores, possuíam cisternas, aquedutos e barragens com que asseguravam o abastecimento de água às cidades e villae de maiores dimensões. Mas foram os muçulmanos, habituados no deserto a tirar o máximo partido da pouca água disponível, os que se celebrizaram pelas tecnologias de aproveitamento das águas. Introduziram e difundiram sistemas de elevação (noras, azenhas), construíram aquedutos, transformando os campos em áreas irrigadas e férteis com jardins, hortos e pomares.
Fontes, poços, noras, aquedutos, tanques, cisternas e represas marcam, ainda hoje, as paisagens do Alentejo e Algarve. No Convento do Bom Jesus da Mitra (Évora), edificado no séc. XVI para os monges capuchos e centro de uma importante propriedade rural, conservam-se na envolvente valiosos elementos do património hidráulico. Vamos seguir o extenso trajecto do aqueduto da segunda metade do séc. XVII, sendo também, visíveis a cisterna, canais de distribuição da água, tanque e sistemas de captação. Visitaremos ainda os moinhos da Mitra e do Pinheiro na Ribeira de Valverde.
Mistérios nocturnos do montado. Sombras, sons e cheiros
Com o zoólogo António Mira e a botânica Paula Simões
23 de Junho
À noite, nos montados, por baixo das densas copas de sobreiros, azinheiras e carvalhos, enquanto algumas plantas fecham as folhas para dormir, há animais que acordam, saiem dos seus abrigos e partem em busca de alimento. É o caso de algumas espécies de mamíferos com hábitos noctívagos, como o gineto, o texugo, a fuinha ou a lontra, ou de aves de rapina como as corujas.
Durante a noite vamos, com um zoólogo e uma botânica, conhecer os segredos do montado. Com os cinco sentidos em alerta, vamos estar atentos aos movimentos e sombras dos animais, escutar os sons que emitem (ultra-sons, no caso dos morcegos que se abrigam nas grutas e antigas minas), os chamamentos das corujas e procurar identificar as plantas através do cheiro e do tacto.
SOBRE OS PASSEIOS
Ponto de encontro em Montemor-o-Novo, às 9.30 no Cine-Teatro Curvo Semedo. Excepção para os passeios "Astronomia e civilizações antigas” que terá início às 18.00 no Cromeleque dos Almendres (Guadalupe), e “Mistérios nocturnos do montado. Sombras, sons e cheiros” que terá início às 20.30.
Trajecto de carro, em grupo, até ao local de início do percurso. Os passeios têm uma duração média de 6 horas incluindo paragem para refeição no campo. Por volta das 16.00 h regresso de carro a Montemor-o-Novo.
Os percursos pedestres (de 5 a 10 kms) por caminhos de terra, poderão incluir trajectos de corta-mato, com atravessamento de ribeiras e transposição de pequenos obstáculos.
Deverá trazer merenda, cantil com água, calçado confortável, meias de algodão, roupa leve e apropriada, chapéu e protector solar. Será fornecida documentação cartográfica e interpretativa sobre cada passeio.
A organização reserva-se o direito de anular a realização de percursos caso se verifiquem condições climatéricas adversas, em especial no dia 3 de Março, caso o céu se encontre encoberto.
Para programar um fim-de-semana em Montemor-o-Novo a MARCA-ADL poderá sugerir alojamento, restauração e locais de interesse paisagístico e patrimonial.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
MARCA – Associação de Desenvolvimento Local de Montemor-o-Novo
Largo General Humberto Delgado, nº7, 1º Apartado 188
7050-123 Montemor-o-Novo
Telef/Fax 266 891222
Email: marca.adl@mail.telepac.pt
Internet: www.passeiosdaprimavera.marca-adl.org
As participações são limitadas. Inscreva-se com antecedência, deixando o seu nome e contacto.
SOBRE A MARCA-ADL
A MARCA-ADL é uma associação privada sem fins lucrativos, que visa o desenvolvimento qualificado do concelho de Montemor-o-Novo através da promoção de acções na área sócio-cultural e científica, preservação ambiental, valorização do património cultural, apoio à iniciativa empresarial e à inovação em espaço rural.
A reactivação de um Telheiro na Encosta do Castelo – uma unidade tradicional de produção de tijolo burro, tijoleira e telha de canudo – esteve na génese da constituição da associação em 1996. Ao longo de dez anos de actividade, a MARCA-ADL tem procurado criar dinâmicas de desenvolvimento inovadoras a partir dos valores culturais e ambientais da região (património, paisagem, actividades e saberes tradicionais,...).
Numa linha de investigação-acção, organizou edições da “Universidade de Verão de Montemor-o-Novo” entre 1999 e 2001, apoiou colóquios científicos e organizou um mestrado da UNL. Visando a integração, promove com regularidade cursos de formação dirigidos a grupos sociais desfavorecidos (telheiro, brinquedos populares, gastronomia, …) contribuindo assim também para a formação e qualificação de recursos humanos, promoção de emprego e preservação sustentável de actividades tradicionais.
Na área ambiental, a associação, equiparada a ONGA – Organização Não Governamental de Ambiente, desenvolve acções anuais de educação ambiental com as escolas do concelho (sobre o Lince-Ibérico, Morcegos, Montado), promove encontros, sessões de esclarecimento; e contribui para a divulgação dos recursos ambientais e valorização da paisagem com a organização de percursos pedestres e edições como o Guia da fauna e flora nos sítios de Cabrela e Monfurado e o livro Ervas, Usos e Saberes. Plantas Medicinais no Alentejo e Outros Produtos Naturais da autoria do Mestre José Salgueiro.
Na área sócio-económica, promove os "Encontros de Projectos Locais" e dinamiza projectos de desenvolvimento sócio-comunitário em ampla parceria com instituições concelhias. A associação apoia e desenvolve acções que estimulem uma cidadania activa.
Friday, March 02, 2007
Megalitismo alentejano contemporâneo


Thursday, March 01, 2007
Saturday, February 24, 2007
Novos dados, novos problemas
Localização do menir na CMP 1: 25000

Localização do menir no ortofotomapa

O menir na posição em que foi descoberto

Dando a volta ao menir...

O monólito depois de virado

Desenho do menir 2 das Lajes
Foi descoberto (Mário Carvalho) um novo monumento, nos arredores de Évora (Monte das Lajes).
Trata-se de um monólito, com cerca de 1, 70 m de comprimento, por 0, 43 m de diâmeto máximo, com uma "cintura", em baixo relevo, com cerca de 0, 10 m de largura, separando duas partes, de comprimento mais ou menos equivalente, em que a metade inferior apresenta uma forma de prisma quadrangular e a superior uma forma tronco-cónica.
O monólito apresenta vários sulcos de arado e vestígios de ter sido deslocado, em época recente, para junto de dois pequenos afloramentos graníticos.
Na região, conhecem-se apenas dois outros exemplares semelhantes (compostos por uma parte cónica e outra prismática), mas apenas neste, agora descoberto, existe, de forma clara, a referida "cintura". Dos outros, o melhor conhecido, o menir 1 do Monte das Flores, está actualmente implantado em frente ao palacete do Monte das Flores; o segundo, inédito, foi localizado por Francisco Bilou.
Este achado levanta algumas dificuldades, em termos interpretativos: pode tratar-se de um menir pré-histórico - como foi proposto, há alguns anos, por Jorge Oliveira e Panagiotis Sarantopoulos (Oliveira e Sarantopoulos, 1994), a propósito do menir 1 do Monte das Flores.
Pode, em alternativa, tratar-se de um marco miliário romano ou, ainda, de um marco de propriedade, eventualmente medieval.
Em qualquer dos casos, seria sempre um exemplar relativamente anómalo.
De facto, estes exemplares apresentam,
á primeira vista, algumas semelhanças com certos marcos miliários, em que se destaca uma base, de feitura tosca, que se destinava a ser enterrada, e em que apenas a parte superior era trabalhada com algum esmero; no caso das Lajes 2 e do menir 2 do Monte das Flores, as "bases" foram cuidadosamente trabalhadas, sob a forma de prismas de secções quadradas; este aspecto e as dimensões relativas das respectivas "bases", implicam que as mesmas não se destinavam a ser enterradas, mas sim a ficar bem visíveis acima do solo.
Por outro lado, é muito raro os marcos miliários assumirem formas tronco-cónicas. Neste caso concreto (Lajes 2), acrescenta-se ainda o facto de o local não se integrar, aparentemente, em nenhuma das vias até agora identificadas e estudadas por Francisco Bilou, nos arredores de Évora.
Outra alternativa foi entretanto avançada, com base em algumas semelhanças com a necrópole da Idade do Ferro do Monte da Tera (Pavia), que tem vindo a ser escavada, nos últimos anos.
Destaca-se, de entre essas analogias, a forma igualmente esguia dos menires da Tera e o facto de, nas imediações do local de onde são provenientes os "menires" do Monte das Flores, terem sido identificados vestígios de uma possível necrópole da Idade do Ferro.
Temos, portanto, um novo monumento a acrescentar ao património megalítico (em sentido amplo, pelo menos) de Évora e, de caminho, mais um problema a resolver...
Ver Menires do Alentejo Central, vol 2 , p. 72-75; 94-95.
Manuel Calado, Mário Carvalho, Francisco Bilou
Wednesday, February 21, 2007
New menir (?) around Évora
Ex Oriente Lux

Reconstituição virtual do conjunto ritual de Gobekli Tepe.

Cabeça de abutre das escavações de Gobekli Tepe

Fragmento de pilar com tema zoomorfo
Ex Oriente Lux




Ex Ocidente Lux







































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