Acaba de sair o nº 3 da revista da Associação Profissional de Arqueólogos (APA). O tema central é a Divulgação e Musealização em Arqueologia. O retorno social da Arqueologia. A APA, e os autores dos textos, mostraram estar atentos aos novos tempos. Clique na imagem
"ouvem-se cada vez mais as vozes dos arqueólogos reclamando a necessidade da divulgação a par da investigação, enaltecendo a importância do retorno social dos trabalhos arqueológicos"
Editorial************"difundir o Conhecimento constitui uma elementar acção de retorno, e portanto de justiça social. Neste novo contrato, entre Sociedade e Ciência, divulgar surge como um novo compromisso ditado por uma nova ética."
Mariana Diniz************"Longe vai o tempo em que apenas se pedia ao arqueólogo que da sua actuação resultasse um conjunto de dados da escavação e uma infinda gama de material exumado, testemunho das vivências que ele tentava reconstituir.
Mas as pesquisas arqueológicas e o papel do arqueólogo não se confinam a um trabalho de pura escavação. Ao arqueólogo pede-se, hoje, também, a árdua tarefa de pensar e propor novas abordagens na perspectiva da valorização, com vista ao seu público usufruto."
Olga Matos************"Uma arqueologia atenta a estas questões será, estou certo, uma arqueologia mais consolidada no plano social. Uma arqueologia capaz de responder às necessidades da sociedade terá menos debates de motivação corporativa, e poderá concentrar-se no aprofundamento das suas metodologias de investigação e de construção de conhecimento."
Luiz Oosterbeck************"Esta perspectiva é tanto mais exigível quanto a produção científica se transformou numa actividade especializada sustentada por uma sociedade que encontra a justificação do financiamento no retorno social que desse conhecimento resultar. Retorno esse que tanto poderá surgir sob a forma de benefícios materiais vários, que melhoram as condições gerais da vida, como através do desenvolvimento intelectual de cada individualidade. "
António Valera************"Estamos em rede e o arqueólogo não pode agir sozinho, pelo menos se pretender construir uma plataforma de acção que conduza à valorização do conhecimento arqueológico e, por conseguinte do património, por toda a sociedade. "
Jacqueline Pereira