Saturday, February 24, 2007

Novos dados, novos problemas

Menir 2 das Lajes (Évora)


Localização do menir na CMP 1: 25000


Localização do menir no ortofotomapa


O menir na posição em que foi descoberto


Dando a volta ao menir...


O monólito depois de virado


Desenho do menir 2 das Lajes


Foi descoberto (Mário Carvalho) um novo monumento, nos arredores de Évora (Monte das Lajes).
Trata-se de um monólito, com cerca de 1, 70 m de comprimento, por 0, 43 m de diâmeto máximo, com uma "cintura", em baixo relevo, com cerca de 0, 10 m de largura, separando duas partes, de comprimento mais ou menos equivalente, em que a metade inferior apresenta uma forma de prisma quadrangular e a superior uma forma tronco-cónica.
O monólito apresenta vários sulcos de arado e vestígios de ter sido deslocado, em época recente, para junto de dois pequenos afloramentos graníticos.
Na região, conhecem-se apenas dois outros exemplares semelhantes (compostos por uma parte cónica e outra prismática), mas apenas neste, agora descoberto, existe, de forma clara, a referida "cintura". Dos outros, o melhor conhecido, o menir 1 do Monte das Flores, está actualmente implantado em frente ao palacete do Monte das Flores; o segundo, inédito, foi localizado por Francisco Bilou.

Este achado levanta algumas dificuldades, em termos interpretativos: pode tratar-se de um menir pré-histórico - como foi proposto, há alguns anos, por Jorge Oliveira e Panagiotis Sarantopoulos (Oliveira e Sarantopoulos, 1994), a propósito do menir 1 do Monte das Flores.
Pode, em alternativa, tratar-se de um marco miliário romano ou, ainda, de um marco de propriedade, eventualmente medieval.
Em qualquer dos casos, seria sempre um exemplar relativamente anómalo.
De facto, estes exemplares apresentam,
á primeira vista, algumas semelhanças com certos marcos miliários, em que se destaca uma base, de feitura tosca, que se destinava a ser enterrada, e em que apenas a parte superior era trabalhada com algum esmero; no caso das Lajes 2 e do menir 2 do Monte das Flores, as "bases" foram cuidadosamente trabalhadas, sob a forma de prismas de secções quadradas; este aspecto e as dimensões relativas das respectivas "bases", implicam que as mesmas não se destinavam a ser enterradas, mas sim a ficar bem visíveis acima do solo.
Por outro lado, é muito raro os marcos miliários assumirem formas tronco-cónicas. Neste caso concreto (Lajes 2), acrescenta-se ainda o facto de o local não se integrar, aparentemente, em nenhuma das vias até agora identificadas e estudadas por Francisco Bilou, nos arredores de Évora.

Outra alternativa foi entretanto avançada, com base em algumas semelhanças com a necrópole da Idade do Ferro do Monte da Tera (Pavia), que tem vindo a ser escavada, nos últimos anos.
Destaca-se, de entre essas analogias, a forma igualmente esguia dos menires da Tera e o facto de, nas imediações do local de onde são provenientes os "menires" do Monte das Flores, terem sido identificados vestígios de uma possível necrópole da Idade do Ferro.

Temos, portanto, um novo monumento a acrescentar ao património megalítico (em sentido amplo, pelo menos) de Évora e, de caminho, mais um problema a resolver...

Ver Menires do Alentejo Central, vol 2 , p. 72-75; 94-95.


Manuel Calado, Mário Carvalho, Francisco Bilou

Wednesday, February 21, 2007

New menir (?) around Évora




Found by Mário Carvalho, it is a small monolith (1,10 m x 0,40 m x 0, 20 m, above ground), with a quite angular cross-section, erected in an open field.
utm: m=583559; p=4263753.

It can not be clearly classified as a true neolithic menhir; anyway, it can be grouped in a hand-full of similar stones registered in Central Alentejo.

Other small isolated "menhirs": Menires do Alentejo Central, p. 181; 182; 183; 184; 185; 188; 189; 190; 191; 192; 193; 194; 195; 196; 197; 198; 199.

Ex Oriente Lux


Reconstituição virtual do conjunto ritual de Gobekli Tepe.


Cabeça de abutre das escavações de Gobekli Tepe


Fragmento de pilar com tema zoomorfo

Ex Oriente Lux






Gobekli Tepe (Turkey). The oldest known ancestor for the Atlantic menhirs?
The site, with carved T-shaped pillars, is dated to the Mesolithic-Neolithic transition, around 9000 BC.

Megalitismo alentejano contemporâneo




Moradia "megalítica" em construção no bairro dos Canaviais (Évora)

Ex Ocidente Lux





Rock art from the Santa Catarina Island (Brasil). What makes it look so familiar with the alentejan shist plaques or the Burkina Faso house decorations? Knowth, Fourknocks, etc. etc.
More Santa Catarina motifs on previous post.

Monday, February 19, 2007

Megalitismo alentejano contemporâneo



Trabalhos de Marta Almeida, sobre o recinto dos Almendres

Megalitismo alentejano contemporâneo






Trabalhos de Marta Almeida

Sunday, February 18, 2007

New dolmen around Evora




Images (and information) sent by Jorge Raposo. The team studying the alternative trajects for the TGV Lisbon-Madrid, found a new inedit dolmen, close to S. Miguel de Machede (Évora).

African rock art, monuments and landscapes






Rock art, monuments and landscapes from Northern and Central Africa.

Friday, February 16, 2007

Rock art in India









Rock art panels on nice outcrops...

Ex Ocidente Lux






Rock art from Santa Catarina Island (Brasil)