Monday, May 28, 2007

Publicações


Editado em 2007, o livro A Pedra de Ouro (Alenquer): uma leitura actual da Colecção Hipólito Cabaço apresenta, com base no estudo dos materiais arqueológicos recolhidos por Hipólito Cabaço, no povoado da Pedra de Ouro "uma actualização da informação disponível para a Pré-História recente na região de Alenquer, numa área delimitada pela orla das bacias hidrográficas do Rio de Alenquer, do Rio da Ota e do Rio Grande da Pipa".

Autora: Maria Gertrudes Branco
Edição: Instituto Português de Arqueologia

Publicações


Editado em 2007, o livro O Sítio da Valada do Mato (Évora): aspectos da neolitização no Interior/Sul de Portugal reporta-se a uma área específica (Interior alentejano), num determinado intervalo de tempo (VI/V milénios cal BC) e discute as questões da neolitização desta área a partir das escavações realizadas no povoado do Neolitico antigo da Valada do Mato (Évora).

Autora: Mariana Diniz
Edição: Instituto Português de Arqueologia

Friday, May 25, 2007

Almendres: memórias e paisagens

A conferência da Arq.ª Andrea Morgenstern, na sede do Grupo Pró-Évora, teve a sala cheia e contou com a presença de numerosas individualidades e instituições responsáveis pelo património eborense.
A proposta apresentada pela conferencista, como resultado de um trabalho académico numa Universidade berlinense, teve excelente acolhimento, por parte dos participantes, tendo sido destacados, durante o debate, vários aspectos estruturantes, nomeadamente:

1. A relação intrínseca do monumento com a paisagem e a necessidade de manter e organizar essa relação, em particular com o contexto paisagístico imediato.
2. A necessidade urgente de afastar o estacionamento do monumento.
3. A vantagem de evitar a construção de um Centro Intrepretativo, como estrutura pesada e a preferência por uma intervenção leve, que poderíamos definir como Percurso Interpretativo.
4. Os materiais propostos (madeira e aços) e as respectivas referências simbólicas.
5. A excelente articulação com a investigação recente sobre o monumento (orientações astronómicas e topográficas, a relação com o povoado neolítico a jusante do recinto, a referência à sedentarização, a valorização do percurso como forma de abordagem fenomenológica)
6. A abertura dos discursos interpretativos e o modelo interactivo proposto.

A única objecção à proposta, feita pelo proprietário da Herdade, Sr. João Rufino, foi no sentido de uma notável peocupação ambiental, questionando a proposta da conferencista sobre a oportunidade do corte de sobreiros, no lado ocidental do recinto (o topo do cabeço); essa solução teria, segundo Andrea Morgenstern, o objectivo de a recuperar a ligação visual entre os menires e o horizonte ocidental (e os alinhamentos com o pôr do Sol e da Lua).
Ainda quanto às intervenções do proprietário (e da sua equipa) retemos algumas ideias fundamentais, no que diz respeito ao futuro do recinto megalítico:

1. Não haverá alterações da paisagem, na área envolvente do monumento
2. Não haverá corte de sobreiros
3. Não haverá interferência visual entre o recinto e o horizonte oriental; as construções previstas ocuparão apenas a scotas baixas da Herdade, não sendo visíveis a partir do recinto
4. Há interesse na dignificação do monumento, nomeadamente afastando o parque de estacionamento e organizando a respectiva vistitabilidade.
5. A equipa conta com 2 arqueólogos, sensibilizados para a importância do recinto dos Almendres no âmbito do megalitismo europeu.

Registamos naturalmente com muito agrado a presença do proprietário, cujo projecto foi, aliás, elogiado pela Arqª Paisagista Margarida Cancela de Abreu, no que diz respeito às respectivas preocupações ambientais.
Como modelo de intervenção urbanística, numa área de forte presença megalítica, foi ainda referido, pela sra. Arqª, o Projecto da Herdade do Barrocal, junto a Monsaraz.

Foi, finalmente, chamada a atenção para a vantagem de, através da escolha adequada do tipo de iluminação, se preservar a escuridão do céu nocturno, uma vez que as relações astronómicas do monumento dos Almendres o tornam um local propício para este tipo de observações.

Os GEMA agradece, em nome do património megalítico regional, o empenho do Grupo Pró-Évora, na pessoa do Dr. Celestino David, e, sobretudo, do Dr. António Carlos Silva (Arqueoólogo do IPPAR e morador nos arredores dos Almendres) que foi, efectivamente, o organizador da conferência.






Imagem dos Almendres, de José Manuel Rodrigues, plantas e alçados de Pedro Alvim

Tuesday, May 22, 2007

Flying over megaliths








Aerial archaeology around Évora was the opportunity to discover new megaliths.
Three possible new menhirs, one protomegalithic tomb, one cup-marked stone and one roman settlement (with a possible reused menhir). Close to the Albardão bridge, just east of a Chalcolithic settlement with ditches.
Manuel Calado
Mário Carvalho

Wednesday, May 16, 2007

Báculo Actual


O Semanário EXPRESSO elegeu a imagem de um báculo para capa do suplemento ACTUAL. O báculo tinha, por sua vez, sido eleito, pelo director do Museu Nacional de Arqueologia, de entre mais de um milhão de peças aí depositadas.
O Megalitismo Alentejano no seu melhor.

Monday, May 14, 2007

Almendres: o círculo central




Fotos de Rute Presado (ISA)

Numa nova visita aos Almendres, deparei com um novo monumento, dentro do monumento: visitantes criativos, certamente bem intencionados, construiram um círculo de pedras no interior do recinto. Onde é que nós já vimos esta mania dos círculos?

Saturday, May 12, 2007

Menires na arquitectura contemporânea










Imagens enviadas pelo Arq.º Jorge Cruz, com trabalhos de Jean Nouvel e Norman Foster

Thursday, May 03, 2007

Paisagens Naturais em Sesimbra: Jazidas da Pedra da Mua

O primeiro fim de semana de prospecções em Sesimbra (ver em: Sesimbra Arqueológica), começou com breves visitas a algumas das mais importantes paisagens arqueológicas e naturais do concelho.
Uma das mais antigas páginas da história natural desta região encontra-se fossilizada no substrato geológico das jazidas da Pedra da Mua, e consiste em vários conjuntos de pegadas de Dinossauros que datam do Jurássico Superior.

Saber mais em: I.C.N. - Jazidas da Pedra da Mua


Vários conjuntos de pegadas, fossilizadas numa escarpa rochosa

Trilho de herbívoro e um "golpe de cauda"

Pegada de carnívoro