Tuesday, March 20, 2007

Publicações


Editado em 2006, o livro Arte paleolítico al aire libre. El yacimiento rupestre de Siega Verde, Salamanca apresenta "la completa investigación de uno de los yacimientos de arte rupestre prehistóricos más novedosos del Valle del Duero"

Autores: J. Javier González e R. de Balbín Behrmann

Edição: Junta de Castilla y León

Sunday, March 18, 2007

Megalitismo alentejano contemporâneo




S. Cristóvão (Montemor-o-Novo), na saída para o Calcanhar do Mundo.

Sunday, March 11, 2007

Belas Artes e megalitismo



Visita de alunos da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa ao recinto dos Almendres e à Anta Grande do Zambujeiro.

Friday, March 09, 2007

Megalitismo alentejano contemporâneo





Nos arredores de Évora (área do Bacelo), um portão de quinta megalítico.

Wednesday, March 07, 2007

Publicações


Editado em 2007, o livro Recuperación Patrimonial de Arte Prehistórico: los abrigos de El Buraco y La Grajera, Santiago de Alcántara (Cáceres) apresenta "el proceso de recuperación de unos yacimientos injustamente ignorados".

Autores: F. Carrera; P. Bueno; R. Barroso; R. de Balbín

Edição: Ayuntamiento Santiago de Alcántara

A memória do megalitismo alentejano



Imagens inéditas, dos anos setenta, com o recinto das Fontaínhas (C. Marciano da Silva).

Confrontem-se com os resultados da escavação em Fontainhas 2005 (Semana 2).

Monday, March 05, 2007

Sunday, March 04, 2007

Regresso aos Almendres


Evidências da erosão em torno dos menires




Menir 56

O eclipse total de ontem foi um pretexto para regressar hoje aos Almendres.


As limpezas da vegetação, nos arredores do recinto, criaram condições razoáveis de visibilidade do solo, em termos de prospecção arqueológica. Numa revisão rápida, foram identificados vestígios pré-históricos, no topo do cabeço (fragmento de mó manual, percutores, núcleo e lasca de sílex e fragmentos de cerâmica).

Novos achados avulsos (pedra polida, sílex e cerâmica) num raio 700 m, para Sul-Sudeste.

Uma observação atenta de alguns menires gravados, com boas condições de luz, permitiu verificar, com clareza, que as faces decoradas que alguns autores acharam que tinham sido artificialmente aplanadas, são efectivamentornoe faces naturais. Esse aspecto é particularmente visível no menir 56, em que as gravuras apresentam uma litologia diferenciada do campo rebaixado.

Já agora, um apelo à boa vontade das instituições responsáveis: a erosão do solo nos Almendres, como resultado do pisoteamento dos visitantes, atingiu limites intoleráveis.


Bastaria, parece-nos, algumas carradas de inertes, de preferência, terras semelhantes às dos Almendres, eventualmente recolhidas nas imediações (por exemplo, na encosta Oeste) e compactada por meios mecânicos adequados...





E o estacionamento retirado de cima do monumento, já agora.

Passeios de Primavera







Entre os Almendres e o menir de Vale de Cardos.
Marciano da Silva explicou alguns aspectos básicos da arqueoastronomia dos Almendres (e muito mais) perante uma audiência atenta, num ambiente altamente sugestivo.
Pôr do Sol, Lua-Cheia, eclipse total.
Fenómenos astronómicos de primeira grandeza, com os Almendres em pano de fundo. Évora e o Alto de S. Bento, no horizonte nascente. Lá mais ao longe, Evoramonte.
Pela noite dentro, os mitos gregos e outros, os anéis de Saturno, nebulosas: astros e pedras.
A Elisa Hoffmann cantou música celta, logo que a sombra da terra ofuscou totalmente o disco lunar.
Mais um passeio da Marca, com a marca da Catarina Oliveira.

Saturday, March 03, 2007

Passeios de Primavera









Passeios da Primavera 2007



Astronomia e civilizações antigas. Percurso no céu em noite de eclipse
Com o físico Marciano da Silva
3 de Março

Plantas medicinais e aromáticas
Com o mestre José Salgueiro, ervanário e poeta popular
14 de Abril

Sonoridades do campo. Para crianças, pais e avós
Com o músico Bruno Cintra
12 de Maio

Arquitecturas da água. Poços, cisternas, aquedutos, tanques e hortos no Convento do Bom Jesus da Mitra
Com o engenheiro José Manuel Mascarenhas
2 de Junho

Mistérios nocturnos do montado. Sombras, sons e cheiros
Com o zoólogo António Mira e a botânica Paula Simões
23 de Junho

Na paisagem o homem observa a passagem cíclica do tempo. Os campos verdes, vermelhos, amarelos e roxos, assinalam na Primavera o despertar da natureza, o início de um novo ciclo de renovação.
Os Passeios da Primavera propõem este ano a descoberta dos elementos essenciais que constituem o mundo: o céu, a terra, o ar e a água. No céu procuramos os astros, antigos mitos e as leis que regem o tempo. Na terra as ervas com os seus poderes curativos. No ar escutamos os sons e os silêncios dos dias e das noites. Por fim a água com os seus poderes purificadores e regeneradores.
Na 9ª edição dos “Passeios da Primavera”, organizados desde 1999 pela MARCA-ADL, a descodificação da paisagem é feita por gentes da ciência e dos saberes locais, orientando 5 percursos pedestres sobre astronomia e civilizações antigas; plantas medicinais e aromáticas; sonoridades do campo, para crianças, pais e avós; património hidráulico; e fauna e flora dos montados à noite.

Astronomia e civilizações antigas. Percurso no céu em noite de eclipse lunar
Com o físico Cândido Marciano da Silva
3 de Março

O fascínio pelos pontos luminosos a que chamamos estrelas, desperta mistérios das profundezas da natureza e da imaginação. Muitos dos mitos da antiguidade que se espelham nas constelações celestes do distante e inacessível infinito, ajudaram a criar a crença que as actividades humanas são reguladas pelo Cosmos.
Do firmamento o homem extraiu os ciclos temporais, organizou os calendários, elegeu estrelas ou constelações que orientaram travessias por terra e por mar, fez nascer deuses e heróis. Acontecimentos astronómicos relacionam-se com elementos apelativos na paisagem – naturais (montanhas) ou construídos (megálitos, pirâmides) – e com o calendário festivo, sendo o Natal, Páscoa e S. João marcados pelos equinócios e solstícios.
Em torno do recinto megalítico dos Almendres vamos observar o pôr do sol e o nascer da lua cheia, procurar a Via Láctea a indicar o Caminho de Santiago, o reflexo da espada pendurada no cinto de Orion, as Plêiadas (conhecidas também como as “Cabrinhas” ou “Sete Irmãs”), e por fim assistir a um sempre mágico eclipse lunar.


Plantas medicinais e aromáticas
Com o mestre José Salgueiro, ervanário e poeta popular
14 de Abril

Mestre Zé Salgueiro, ervanário e poeta popular, filho de trabalhadores rurais, cedo começou a labutar para o seu próprio sustento e da família. Foi aguadeiro em feiras e romarias, vendeu sardinha de monte em monte, sachou hortas, trabalhou nas ceifas, até que aos 14 anos foi aprender a profissão de sapateiro que só deixaria aos 50 anos para se dedicar a uma das suas paixões: as plantas medicinais. Quando acompanhava a mãe no trabalho dos campos, aprendeu a conhecer as ervas e a experimentar mezinhas que com elas se preparavam. Desde então tem-se dedicado ao seu estudo, colheita e secagem. Com um saber acumulado ao longo de 88 anos vividos intensamente, editou um livro e tem um genuíno prazer em transmitir recordações e saberes sobre a vida das plantas e dos homens.
Na sua companhia vamos descobrir algumas das plantas localmente utilizadas para fins culinários e medicinais (alecrim, cidreira, poejo, pilriteiro, cavalinha, salgueiro, …) e escutar estórias e testemunhos de um mundo rural que desaparece.


Sonoridades do campo. Para crianças, pais e avós
Com o músico Bruno Cintra
12 de Maio

No mundo rural os campos eram animados por sons, alguns irremediavelmente distantes: o ferreiro a bater o ferro na bigorna, a tirada da cortiça, o rachar das lenhas, a lavagem da roupa nas pedras dos ribeiros, o vento a soprar o canavial, os sons dos animais, o cantar dos pássaros, grilos e cigarras. O silêncio aparente dos dias quentes e os barulhos da noite.
Ao longo de um percurso pelos campos, vamos apurar o ouvido, escutar os sons e imitá-los com recurso à construção de instrumentos a partir de materiais naturais.


Arquitecturas da água. Poços, cisternas, aquedutos, tanques e hortos no Convento do Bom Jesus da Mitra
Com o engenheiro José Manuel Mascarenhas
2 de Junho

Nos períodos romano e islâmico, muitas zonas do sul de Portugal converteram-se em campos férteis em virtude do domínio da tecnologia da água. Os romanos, grandes construtores, possuíam cisternas, aquedutos e barragens com que asseguravam o abastecimento de água às cidades e villae de maiores dimensões. Mas foram os muçulmanos, habituados no deserto a tirar o máximo partido da pouca água disponível, os que se celebrizaram pelas tecnologias de aproveitamento das águas. Introduziram e difundiram sistemas de elevação (noras, azenhas), construíram aquedutos, transformando os campos em áreas irrigadas e férteis com jardins, hortos e pomares.
Fontes, poços, noras, aquedutos, tanques, cisternas e represas marcam, ainda hoje, as paisagens do Alentejo e Algarve. No Convento do Bom Jesus da Mitra (Évora), edificado no séc. XVI para os monges capuchos e centro de uma importante propriedade rural, conservam-se na envolvente valiosos elementos do património hidráulico. Vamos seguir o extenso trajecto do aqueduto da segunda metade do séc. XVII, sendo também, visíveis a cisterna, canais de distribuição da água, tanque e sistemas de captação. Visitaremos ainda os moinhos da Mitra e do Pinheiro na Ribeira de Valverde.


Mistérios nocturnos do montado. Sombras, sons e cheiros
Com o zoólogo António Mira e a botânica Paula Simões
23 de Junho

À noite, nos montados, por baixo das densas copas de sobreiros, azinheiras e carvalhos, enquanto algumas plantas fecham as folhas para dormir, há animais que acordam, saiem dos seus abrigos e partem em busca de alimento. É o caso de algumas espécies de mamíferos com hábitos noctívagos, como o gineto, o texugo, a fuinha ou a lontra, ou de aves de rapina como as corujas.
Durante a noite vamos, com um zoólogo e uma botânica, conhecer os segredos do montado. Com os cinco sentidos em alerta, vamos estar atentos aos movimentos e sombras dos animais, escutar os sons que emitem (ultra-sons, no caso dos morcegos que se abrigam nas grutas e antigas minas), os chamamentos das corujas e procurar identificar as plantas através do cheiro e do tacto.



SOBRE OS PASSEIOS
Ponto de encontro em Montemor-o-Novo, às 9.30 no Cine-Teatro Curvo Semedo. Excepção para os passeios "Astronomia e civilizações antigas” que terá início às 18.00 no Cromeleque dos Almendres (Guadalupe), e “Mistérios nocturnos do montado. Sombras, sons e cheiros” que terá início às 20.30.
Trajecto de carro, em grupo, até ao local de início do percurso. Os passeios têm uma duração média de 6 horas incluindo paragem para refeição no campo. Por volta das 16.00 h regresso de carro a Montemor-o-Novo.
Os percursos pedestres (de 5 a 10 kms) por caminhos de terra, poderão incluir trajectos de corta-mato, com atravessamento de ribeiras e transposição de pequenos obstáculos.
Deverá trazer merenda, cantil com água, calçado confortável, meias de algodão, roupa leve e apropriada, chapéu e protector solar. Será fornecida documentação cartográfica e interpretativa sobre cada passeio.
A organização reserva-se o direito de anular a realização de percursos caso se verifiquem condições climatéricas adversas, em especial no dia 3 de Março, caso o céu se encontre encoberto.
Para programar um fim-de-semana em Montemor-o-Novo a MARCA-ADL poderá sugerir alojamento, restauração e locais de interesse paisagístico e patrimonial.
INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES
MARCA – Associação de Desenvolvimento Local de Montemor-o-Novo
Largo General Humberto Delgado, nº7, 1º Apartado 188
7050-123 Montemor-o-Novo
Telef/Fax 266 891222
Email: marca.adl@mail.telepac.pt
Internet: www.passeiosdaprimavera.marca-adl.org

As participações são limitadas. Inscreva-se com antecedência, deixando o seu nome e contacto.


SOBRE A MARCA-ADL

A MARCA-ADL é uma associação privada sem fins lucrativos, que visa o desenvolvimento qualificado do concelho de Montemor-o-Novo através da promoção de acções na área sócio-cultural e científica, preservação ambiental, valorização do património cultural, apoio à iniciativa empresarial e à inovação em espaço rural.
A reactivação de um Telheiro na Encosta do Castelo – uma unidade tradicional de produção de tijolo burro, tijoleira e telha de canudo – esteve na génese da constituição da associação em 1996. Ao longo de dez anos de actividade, a MARCA-ADL tem procurado criar dinâmicas de desenvolvimento inovadoras a partir dos valores culturais e ambientais da região (património, paisagem, actividades e saberes tradicionais,...).
Numa linha de investigação-acção, organizou edições da “Universidade de Verão de Montemor-o-Novo” entre 1999 e 2001, apoiou colóquios científicos e organizou um mestrado da UNL. Visando a integração, promove com regularidade cursos de formação dirigidos a grupos sociais desfavorecidos (telheiro, brinquedos populares, gastronomia, …) contribuindo assim também para a formação e qualificação de recursos humanos, promoção de emprego e preservação sustentável de actividades tradicionais.
Na área ambiental, a associação, equiparada a ONGA – Organização Não Governamental de Ambiente, desenvolve acções anuais de educação ambiental com as escolas do concelho (sobre o Lince-Ibérico, Morcegos, Montado), promove encontros, sessões de esclarecimento; e contribui para a divulgação dos recursos ambientais e valorização da paisagem com a organização de percursos pedestres e edições como o Guia da fauna e flora nos sítios de Cabrela e Monfurado e o livro Ervas, Usos e Saberes. Plantas Medicinais no Alentejo e Outros Produtos Naturais da autoria do Mestre José Salgueiro.
Na área sócio-económica, promove os "Encontros de Projectos Locais" e dinamiza projectos de desenvolvimento sócio-comunitário em ampla parceria com instituições concelhias. A associação apoia e desenvolve acções que estimulem uma cidadania activa.

Friday, March 02, 2007

Megalitismo alentejano contemporâneo



Very like a menhir...


Marco geodésico antigo, de alvenaria, que teimou em parecer um menir até chegarmos junto dele... Nos arredores de Évora.

Thursday, March 01, 2007

Ex ocidente lux






Rock art in North America